lundi 27 mars 2017

Genuína Zona da Língua - Lüpertz / Território - Hotel am Zoo - Alberto Velho Nogueira, 1989 - Primeiras páginas

um certo, fixo, prepara os planos para que se vejam a partir daqui. magro e marcado pelo terreno e pelas culturas, imóvel. travessia feita a respirar lento depois de ter levantado do chão o saco enchido com pedaços de coisas. a cabeça ao alto. ir-se embora por pouco tempo, sair do recinto em que se encontrava, despejar o lixo por bocados. sentiu-lhe o cheiro infiltrado no próprio pescoço pela utilização dos olhos em vários planos demorados, o que lhe foi fácil. reteve o que tinha a reter, a demora equivalente a sentar-se no lugar do cinema. foram dois a entrar, com o calor do aquecimento e o inchar dos membros. com a rotação da cabeça nasceu o que interiorizou no meter-se dentro das latas, em todo o objecto que parecia embrulhado, latas polidas com as mãos todos os dias pela manhã; deu-me a fórmula para chegar depressa à fronteira polaca, ao sítio onde se põe a matéria dissolvente no café que lhe provoca um estreitar da garganta, asfixia do estado neutro instalado pelo escrever e estreitar da língua, a tinta que lhe escorregou pelo punho que se coloca ao lado da veia. estar a adormecer aos poucos na inclinação do tronco. fizeram um barulho de garfos e de qualquer outro objecto inoxidável, que já transportaram devagar da sala para outro sítio, as traseiras da casa onde guardam os bidões de cerveja. encostado à gelosia, caíram-lhe as primeiras gotas depois de ter entrado na sala, o calor, os chapéus-de-chuva abertos ao fundo. fizeram uma mesa com rodas nas extremidades das pernas para que pudessem desviá-la de cada vez que a quisessem utilizar noutro local da única divisão, um espaço pintado de branco para que as geografias proponham as mesmas fugas para outros lugares, mexer-se e virar de posição, desviar a coluna vertebral para a direcção poente. nada a dizer ao ponto de ter esquecido a língua, a mais duradoura permanência do que foi. escreveu por cima do que já estava desenhado a lápis. todo o material lhe serve para exercer o uso do tempo em quadrados pequenos, espaço escasso da casa em tiras, bocados de fazenda, tecido ordinário, desenho fraco do fabrico do tímpano. ouvir o que lhe entra à força por estar sentado na capital do brasil. estive na humidade enquanto durou, sem esforço, colado ao banco desviado do centro de bruxelas, o primeiro café que o fixa devagar à sonolência, ver o fio pendurado sobre as cabeças que atravessam a sala larga onde estão pendurados os restos de roupa a secar no interior do café, panos brancos sem cheiro, a única humidade infiltrada nas narinas, pedaços de chuva ou restos do que foi o molhar-se em água, recipiente quente colocado entre eu e a vista da cidade, tomada de ar junto do sablon, desde o sablon até à barrière de saint gilles. tiraram o bocado de tinta que lhe colaram ao corpo, isto no cotovelo e debaixo do sovaco, a pancada marcada sobre as costas e no começo da cabeça que se ocupa tardia no ver que a rolha salta com a pressão da garrafa ou pelos gestos dos que lhe pegaram. a quem? desde o intrometer das cordas pregou os pregos na caixa pequena, garrafa de coca-cola deitada, descrição do plano das obras e o que lhes foi dado ver no espreitar rápido para dentro do único sítio, entrada possível nas obras pelo que será depois uma das entradas da estação, desvio raro da atenção daquele plano para outro, confusão entre dois sítios, cidades de tamanho e população diferentes. estive desviado da casa e fugido durante algum tempo que se consulta pelo relógio, escondido por temperamento e desejar passar-me para a fronteira polaca ou berlin, ao falar, ao exprimir-se diante das câmaras, frasco de iogurte, um líquido e deslize, ao aperceber-me de que se trata com as pessoas na mesma língua, defeito do desequilíbrio entre a permanência e gestos largos, os quotidianos que se mantêm lisos. viu com cuidado como encher a banheira, o ralo tapado com gesso e os vestígios existentes e saídos do corpo. teve e estive à procura do caderno onde escreve os defeitos do comportamento e da língua, do uso do caderno, as estampas desmedidas, partir do vaso ou biscoito em duas partes, mistura do sabão com o postal. que há quantos anos fugiu de düsseldorf durante a correria, a distância aguda de se ter perdido a ouvir Lydia Lunch ou Nick Cave, a placa na qual marcava o eu em produto corrosivo. caíu com a porção de corda, a cassette dentro do bolso, o registo de ter encontrado o que era fragmento, mancha de pano cosido ao cotovelo, artrite desigual ao acaso e à entrada do metro M. beberam a garrafa de vinho sem rótulo, caíu e deslocou-se para debaixo do VW, o tubo e beterraba, as culturas em desarranjo para depois olhar e verificar a dificuldade em abandonar o território, os sapatos usados, solas gastas, as dobras das calças, fixar-se lúbrico nas diferenças de idade, no que estala à primeira vista e se desdobra num toldo, colher, talheres tirados do saco, à disposição de quem quiser comer, um acaso que se prolonga, o aparelho que tem um chuveiro, crivo, a secura dentro por ter servido a porção de bacalhau pescado exposto diante e sobre a tábua, as proporções alteradas pela secura, pelo ter engolido as águas. com a exposição ao sol viu o interior subir à tona, o corpo do peixe deitar-se de lado, cair em escrita podre. o que estala entre mãos, algodão e anúncio fixo luminoso, falar esponja quando tossi. espreitei para debaixo da mesa, espreito ainda, perco o tempo de ver o rolo de feltro, o fundo de cartão da caixa furou-se durante o transporte, sinto a semente de mostarda presa ao gargalo. estafou-se com a correria e com o som derivado da fotógrafa, zeena, cuja fotografia se esvai com os anos desde que desaguou o rio pelo lado de, da inscrição escrita lateral que indica a presença da impressão que não abandona a cabeça, cada sentir fixado em rodelas, circunferências derivadas da expansão de cada segundo que lhe desdobram o tempo, as frases coladas com o dia sábado, o tambor, objectos que lhe ocultam a vista, o embrulham em sítio desconhecido ou outra hora, a que mais se aproxima da noite. pedaço de jornal, efeito de escrever o que se inscreve dentro da rodela. do que está oco e nada sentir do que é ressentimento, o escuro do crepúsculo, a ida a amsterdão na semana seguinte, ouvir as águas dos canais, fixarem-se os objectos nas ruas, colocar-se dentro do transporte em comum de amsterdam. quiseram ver mexer a caixa noutros sítios e noutras horas. até à fome por entre os vestidos e camisas que trazem vestidos, terem um risco no cabelo. cara com carimbos nos quais se vê o líquido embebido, apesar de julgar destruir o que já foi filtrado pela memória e pelo tempo. ocupa-se a ler os jornais, distracção e afastamento do mais perigoso para a cabeça, separar-se dos elementos que lhe marcavam o tempo, duração e repressão sobre o desejo. verifica o uso da gasolina, a qualidade da tinta para desenhar o que está escrito no papel, transportar para a fronteira os ambientes próximos da rua de bruxelas, o resíduo que agarrou aos aparelhos o suor, gesso atado por arame ao quebrar do joelho pela força que perdeu quando deu pela modificação dum único tempo que lhe chegou, que o cercou, que o separa do que é estar para trás, não recuar dentro do hotel, afastar-se da falta de ar, esquecer-se da idade que tem, resolver o que lhe resta a despir. atravessou o rio que encontra depois de atravessar a fronteira, lugar com água suficiente para lhe crescer a sede em humidade, colar-se à roupa o número de indicações que lhe faltam para se orientar no novo lugar, a lista a partir do que ele conhece do alemão ou do polaco ou do yiddish, a situação apátrida mais conveniente para ficar isolado e forçado a mover-se depois da morte da mãe, embora lhe tenham dado o mesmo sobretudo. a chegada do frio depende do mês de novembro, do mês em que estamos, da memória e da infiltração do rastejar em casa, memória que me enche em fatias, as que se mostram e voltam com o olhar para fotografias que espalhou sobre o tapete, em que rua estava pendurado à janela? mediu o que tinha a medir, por aqui não vou inclinado a nada, não me apercebo do que está escrito no uso do chapéu e que outras coisas há ainda por ver desde que despejou os bolsos do que tinha para o canal diante da casa que lhe serviu de hotel, noite estreita entre o ácido de sapato engraxado e argolas de metal, as que zeena tinha nas orelhas. pouco a pouco a distância. aglomerou as folhas que já estavam escritas e quis, antes de chegar ao sítio indicado no mapa, deitar-se ao comprido sobre o que havia de passeio, a camada estreita de poeira ou princípio de chuva, aquilo neutro e sem significado. esfrega as mãos aos bocados entre tiras e solavancos. está inclinado para o chão, olhar fixado num objecto que identifica como rótulo de garrafa, perder o tempo e inclinar-se para o chão, aquilo que está para cima do joelho escapa-lhe durante o dia, uns barulhos gastos nas acções mais vulgares: encher a caneta no tinteiro, pelo tinteiro, fechar o bocal entre cachos, a velhice e outros modos de dobrar as costas, de fazer diminuir o peso do corpo, repugnância de se ter de pé. levantou-se sem ainda conseguir pôr-se de pé na exacta vertical, enquanto a matéria mais mole lhe escapa entre dedos, um algodo macio, igual ao metal oxigenado que desaparece como éter, tirar-lhe a cápsula aos poucos e com o abre-garrafas. se tiverem que sair para onde? amsterdam diante e diferente da fronteira polaca, daqui não sai com facilidade, a organização da estadia não lho permite. deslocação através do muro, por entre muros, daqui em diante só há árvores do lado esquerdo, a casa está longe. fizeram outra construção à espera dos que deviam morar nos andares perto do canal, a terra beterraba, respiração da humidade durante a madrugada, um bafo que lhe entra pelo nariz, pelos buracos, saídas para o exterior. põe o chapéu, dispôs dos rótulos que tem, deslocou a cadeira para outro lugar, aquece o quarto com o calor das chapas, espera que alguém apareça não sei donde nem por que tempo. a destruição aos poucos de toda a memória acompanhada pela destruição da geografia, de todo o paisago, holiday inn, desde a entrada. escondeu a cara e falando baixo desviou a atenção dos que estavam repartidos pelo salão a falar devagar. alguém lhe respondeu devagar com o mesmo batimento e ausência de vontade, lembrar-se das pessoas que lhe trouxeram a memória até reconstruir a realidade com os montículos de coisas, a presença de objectos rasgados e outros panos com que se veste para dizer que houve, que há, um tempo, e durante a indiferença de levar a roupa suja à lavandaria, beautiful laundrette, os fenómenos que se aproximam dele com o delírio constante e ópio, perto do hotel e entre cais, estar lento no identificar a distância entre dormir e fixar-se noutro sítio depois de ter passado vinte anos em bruxelas aos poucos e em grãos, diante de administrações, repressões organizadas em silêncios e na brutalidade para eliminarem os que destroem por existirem noutro vocabulário e no diminuir dos volumes das vozes. entre a casa e o emprego que lhe dá para viver, o dinheiro ganho sem utilizar o sítio onde habita nem as consequências de estar noutro sítio, o que lhe resta é elaborar as coisas de acordo com a construção das casas, arquitecturas e desenhos fora de bruxelas, bauhaus e modern style ausentes, ruas sem automatismos e aromas indicadores, buracos encontrados nas ruas, passeios com bicicletas, ruídos que lhe desviam a memória para o esquecido, a ferida profunda. resvala. sem comer engole à margem com os dedos, que razão tem para se despir quando fica fechado no quarto habituado às maneiras disformes de se estar quieto e sentado na cadeira, já o disse, durante dias, dadas as explicações do desviar das funções do dia, e sentar-se depois de vestido. nada de ficar submerso pela atitude em frente do telefone, as ranhuras das madeiras que fazem parte do chão, dividir o tempo vivido em duas partes, a que está ligada ao outro país que se apaga em tiras. permanência não adequada ao que fica ao mesmo tempo que o corpo é levado. não apaga o que lhe foi dado pelo exterior e quase não captado, frases organizadas a partir do francês ou doutra língua, guiar-se pelo estilo, pela escrita imediata, por um só traço. cortar o que é dito do que não é. criar critérios, forçado a seleccionar os termos e a insuficiência deles, termos iguais ou mais próximos da estupidez sensível, mexer-se, ter corpo e saber mexê-lo. a cabeça diz-lhe aos poucos o que tem de fazer, levada por camada sensível: perdeu a ligação com a sociedade, perdeu o lugar na administração, aquele que lhe envolveu os dias durante a estadia diante das coisas. objectos opacos, saídas e entradas, utilizações de telefones, olhos e vias de comunicação ingratas. descreve-se, vive do que falta, do que faltou, do exíguo, do estreito. cada vez que mede o cérebro o sensível aparece mais estreito, engolido. o filme e isto desfeito, os algarismos e o cálculo, a extra demora na organização do quotidiano que se refaz. fixação num ponto, eu inclinado a retroceder, criar e fugir sem outra relação com a administração. introduziu um defeito no comportamento que lhe desse margem para sair do repetido sem sentir os dias, que os dias fossem sem desolação, tempo e duração, naquilo e nisto. ver-se ainda ocupado pelo que esmagou, pelo que já nem pertence à memória e se reflecte nas manias até à deterioração. utilizou este processo de dizer as frases, disse-me ele, este modo de julgar o limite das palavras, sons das falas no escrito, do que se escreve da escrita, do que não está dito, não se aproveitar das palavras da língua lenta. sente-lhe as faltas, os desvios que a alteram, só lhe fica o percurso, o lugar e a deslocação. ir-se embora cada dia e dentro dos dias. encolhimento, percurso desafectado e posto à margem em equívocos, a multiplicação de esforços, teimosias. sem que se estabeleça o equilíbrio entre o que se diz e o que se fixa, o que escapa. nada disto é igual ao que vive nem ao que se usa da língua. estar fixado por falta de dinheiro, ligação pelo trabalho, única relação ao sítio, à geografia e às pessoas, ao percurso e vias, constante climática, esforço do corpo para se adaptar ao que o cerca, devagar, alergias diversas, contactos com isto, estar no interior da casa antes de ter decidido fugir para a polónia? galícia? um sítio ignorado e com canais. à procura da cocaína comprada no café, se for necessário imaginar ou construir a outra cidade, bastou-lhe destruir os objectos de miséria que se desfazem com o uso. que não representassem fosse o que fosse, fosse o que fosse. ficou decidido que nunca mais trabalharia a degradação mental e paga por outros durante o tempo que lhe atribuem para se alimentar pelas regras da distribuição dos bens entre os que manipulam a fala, experiência acústica no levar da mão à testa e encontrar o desequilíbrio inteiro dado aos que se levantam depressa, sem expressão de aborrecimento, instalação nos hábitos, o mal estar fixado entre as unhas, nas camadas mais estreitas do corpo. esperou o dia até ao anoitecer, as árvores deram sinal do começo do inverno pelo peso, vibrações da humidade, as formas das paisagens enquadradas pelas janelas. único sítio aberto para o exterior, fora a dificuldade de respirar, de sair do escritório com a música colada a ele; disse ele. destapou o frasco até entalá-lo entre as pernas, desviá-lo para dentro e ficar à espera do que foi esperado, embaciar das paredes húmidas do frasco, a rolha na mão, comportamento isolado, fabricação dos objectos que não serão comidos, o custo deles, acelerar a rapidez da destruição dos que guardou. com uma pá transportou-os para longe, entre estacas. não havia mais nada nem vegetação, o que resta das chuvas, da erosão em aluvião, o todo repartido entre colheres que se deitam fora depois do uso que fizeram no interior das casas, entregues ao lixo, entre estrago. puseram-lhe um bibe do tamanho mais estreito, mais estreito, nada à sua medida, os botões não se fecham nas costas, os sovacos ficam de fora. utilizar a língua e as paredes da boca, utilizar as camadas mais profundas e mais aéreas, o mais vasto e pouco sério para lhe passar a música desdobrada, nem há música inteira capaz de sair do que o john cage achou, o desenvolvimento que lhe deu de próprio e de propósito. não se agarrou à espera, zeena e sem fala, que lhe sugava o intestino, uso de café, disse ele. ter-lhe dito o que tinha a dizer de repente, as explicações, julga ele, disse ele, antes de passar as noites sem dormir, caindo durante o dia, hoje, de sono, os pés colocados à mesma altura da cabeça. esquecer-se de deitar água nas plantas, desviar as operações do quotidiano para nunca mais tornar a fazê-las diante dos outros. frases e repetições do vocabulário, a escrita já realizada as letras palavras tiques limitações as asperezas internas são aparelhos, resta apanhar o que foi espalhado e solto, junto e amolgado pelos anos, a confusão da língua, de línguas que são sintomas de repetição. deitaram-lhe a água fora, todo o desvio da cabeça, memória para escolher o que mais queria, descobrir a sala de projecção escura, encostado à cadeira morna e daí em diante ter pensado escolher o sítio perto do café e junto da fronteira polaca, o mais perto e no interior da fronteira polaca, habituado aos poucos a ir para o sítio imaginado. fez e disse uma viagem à urss, com que dinheiro? ela, eu não, nunca daqui saí, de garrafa na mão, uma sede crescente, espalhar do calor, bebida engolida! pressa que lhe escorrega pelo interior, o distrai para fora do corpo. trouxe a memória em plano inclinado, perca de tudo o que o atrai. meteu-se num buraco, viu-se numa localidade perto da fronteira polaca, mentira e mentira, organização da mentira. colou o selo à carta defronte dos correios, já na polónia ou na alemanha, data incerta, espaço incerto, geografia errada, aproximou-se do tinteiro, escreveu uma morada, localização escolhida num papel imprimido a tinta azul. diante de tanta porcaria, onde fazer passar as bobinas, o filme que o trouxe carregado de malas, cinco bobinas que representam um filme completo em 16mm sobre o estado dos prédios da rua onde alugou um apartamento, bairro ou zona conhecida por ter sido habitada por zeena e outra gente desfavorecida, miseráveis, as fachadas abertas, escadas sujas, as portas abertas, não há nada para roubar, janelas por pintar infiltradas pela humidade, aquecimento a gás. exígua agitação a cores, rede onde coloca o jornal, as roupas próximas a vestir, caixa de alumínio, frequente ácido. procura o café onde se fuma, perto de quê? pedaços de giz, calmaria, encontro perto do balcão construído em madeira, sifões de porcelana, materiais que ainda conhece desde a fonte de produção, o transporte, o fabrico, cerveja que escorre medida em litros. rodeou os objectos e que nome têm? de feltros para os tornar invisíveis ou insonoros ou de contornos mal definidos, não os vê ao mesmo tempo, mudar de posição desde que se desloca para fora da localidade, bruxelas ou acaso ópio, fumaria deitada e molhada, entre lábios, os clientes sem fala. verificar o aparelho que trazia, magnetoscópio, ver-se situado na sala filmada desde que arrumou a bicicleta e entrou, entra, no café. tudo escrito sobre um papel, desapertou o cinto, comeu o que ficou de véspera e ainda de véspera, nada que tenha preparado desde que começou o mês até ao destapar do iogurte ou queijo fresco, a gordura inferior a metade, depois de ter verificado estar dentro do apartamento. começou a decorá-lo com os livros que tinha trazido do apartamento de bruxelas, a janela sem tinta, infiltrações de água. aqui o excedente esvazia-se nele, eu, na espera de encontrar o mais necessário ao movimento com a ideia fixa de pertencer à companhia da pina bausch, comer ervilhas, beber cerveja com fermento com a colheita de gotas de água da mão, encostado ao balcão da loja governada por um velho negociante de peles da galícia. tem banheira, casa de banho com janela para a rua, paredes pouco lisas: necessário pintá-las de branco, não precisa de consultar o senhorio, nunca o viu. escolheu dirigir-se à entrada da loja, junto dos sacos de serapilheira onde olhou para o arroz, açúcar, reflexo de se ver mamar, abandonar a costa perto do mar, percorrer a rua onde se alojou com o que queria dentro das paredes da casa, pôs o reflexo motor a funcionar, despiu o que tinha vestido e, apoiado no braço esquerdo, mexeu-se para afastar um pouco a humidade dos canos, a camada húmida sobre os canos, o estalar dos ossos dentro da divisão estreita. calculou o espaço mais adequado para dormir, inclinou-se para o lado menos desenvolvido e mais disfarçado, um lado desconhecido que o acompanha desolado e sem conhecer que está dentro dele, o consciente já dividido à superfície e acompanhado pelo outro, agarrado ao que lhe transmitiram sem que se apercebesse, quando saíu do centro onde nasceu para ele próprio, rio nabão. juntou os utensílios todos num canto da divisão, meteu a colher no bocal e, de bocal a bocal, transportou o que tem a ver com a comida para o que tem a ver com o estômago. enfiou a deglutir na boca com os maxilares, repetiu sem se lembrar da última vez que comeu o que significa alimentar-se a frio e de matéria escorregadia, quase doce. ter a mão dentro do saco e sono, a ideia de ver o canal mesmo se não tem vontade, estar só dar-lhe-ia melhor equilíbrio, melhor modo de passar o tempo sem sair de casa, casa (lugar de conservação e de empreendimento), constituição de matéria já morta cuja actividade se inscreve no institucional, simplificação do que é complicado e já não interessa os que se dão à simplificação para a economia do dizer e do fazer inerte, o mais não se vê, esconde-se atrás das pessoas e das actividades. aqui se estabelece a vontade e o desejo mais vasto, a cabeça sem fixação, distante e precária, a frequência das ruas iguais, desconhecimento da geografia local, mais perto do apartamento e das divisões, deslocação do quotidiano. empurrar o automóvel, nome antigo sem usar falar e utilizar um outro, carro é insignificante mesmo para o que emana e o atrai na gasolina, nas portas cujas dobradiças estão cobertas de óleo, a contra-luz do que ficou ao frio, o vapor saído das narinas, a respiração e um pacote de batatas fritas na mão durante a espera e o encontro com o sítio desolado, penetração das cores saídas do fluorescente, outras lâmpadas de cores, restos de papéis, gerador e lixo. usos já consumidos por alguém, outros à espreita diante das vitrines, uma tv, questão de trabalho, de se ver construir doutra forma, ver-se por dentro e de várias placas, tubo catatónico, expressão parada junto ao vidro. consultou os níveis de produção do azeite em itália, quis ir até milão para confundir o gosto com o desgosto, frequência de dados novos, não arreigado a nada, a mulheres, as que lhe constituem a memória e perto do corpo e sem outra função do que sentar-se no mesmo sítio, fazer descer o nível da água, verificar as comportas, olhar em frente, o que hidraulicamente

Foto do *Die Zeit* - *Filet* para Compras - Bolos de Terra Vivos - Alberto Velho Nogueira, 1996 - Primeiras páginas

A partir da foto: porco atado transportado na bicicleta. Elementos dispõem-me no local, resultado do que determino num lugar a partir de qualquer objecto que mexa, que se desloque, vista fixa para ser um dos que habitam a partir do terreno vago. O que vejo fixa-me ao nº que sou, aos habitantes que enchem, deslocam-se, levantam-se para obedecerem ao transporte, ao que têm inscrito nos papéis, organização do trabalho, nascimento de cada para servirem de transportados, numeram-se pela deslocação, identificam-se ao que existe dentro deles em frente das casas que não se desfazem por se apoiarem umas às outras, reflexo na estrada igual ao dos outros. Viro a cabeça para trás para ser feito pela foto, em cada texto administrativo há foto, população, lugares em extensão, alargamento de cada lugar, condições da extensão. População sai daqui, terreno húmido, camiões transportam mercadorias, organizam o todo com militares, tribunais, alguém determina-se pelo nome, atribuo-me um ficheiro, a fixação num terreno, a proximidade ao mais insignificante, pertenço sem mais, escondo-me da sensação que parta de mim para ser mais do que eu próprio, que me marque mais do que eu próprio no transporte de animais. População desloca-se de bicicleta enquanto tomo antibióticos para me manter, o que faço na estrada, separo-me dos que colaboram, participam no administrativo local, entro nos estabelecimentos para ser habitante com filet para compras. Rodeiam-me, prendo-me por vestígios, ter andado no bosque, caminho com população nas ruas, nas estradas, transportes públicos. Antibióticos produzem saliva, afasto-me do que sou na estrada, partícula, divisão, dor nas costas enquanto percorro a pé por falta doutro meio para o volume que transporto. Multiplicam-se nas divisões que ocupo, habitantes de bicicleta. Para que me fixe por dentro, por fora, pelo transporte, situação evolui, distingo-me de quem me pergunta o que a vista apanha quando chove, o que se distingue na voz, fixo-me por ouvir um grupo, deslocação pela estrada, transporte de animais para os centros, campo é o que observo, aglomerado urbano depois. Saio dum buraco, dum amontoado de casas. O que lhe meteram no ouvido à saída de casa, mistura-se com a população na estrada, repetição, não diante dos que habitam frequentam sentam-se à mesa durante 8h de serviço, controlo do trabalho, enquanto outros na estrada, camiões conduzidos para o centro. Habitantes contam no centro, transporte de bicicleta, mercadorias oportunidade nova, consequência do que transportam. Sou feito de gotas, descubro-me vestígios no transporte, na duração de cada caso, nunca me fiz caso, um caso, qualquer coisa que não vivo dentro, aperfeiçoo-me pelo lábio, pelo que se desprende para ser-se o que se repete, a fixação numa única ideia com a qual ninguém vive na estrada. Afastado dos que se fixaram noutros pontos, transmitem-me nomes ao ouvido, trato-me de qualquer deficiência. Sou feito de localidades, exprime-se o que se introduz entre os lábios, na máquina dos dentes, na necessidade de comer, relação com a estrada onde passam camiões fabrico asiático, sons nos ouvidos, vibrações usadas. Fixam-me para me verem desfiado com a pele morta, tecidos iguais aos precedentes, renovo-me na estrada com camiões e transporte de animais, levam o que produzem, repito-me quantas vezes se sou constituído pelo que não se desfigura, não se modifica nos prédios do descampado, população num lugar, outra vez a casa que habitei para esquecimento, deslumbramento fixo no olho até rebentar as retinas. Estrada com camiões, transporte de animais, sou constituído por objectos, mais do que um, deformam-se na estrada, nos buracos causados pelo inverno, nas construções que substituem as que conheci por ter estado sem doenças, sem fixação a não ser a roupa, hábitos quando me visto, com que me visto. Animal não morto atado à bicicleta, levo-o para o centro, habito a estrada que me dirige para ser ouvido dos que me produzem, me contactam para venda dos animais produtos, vendo o que constituo, o que alimento, porco atado à bicicleta, contacto com a pele do porco, olhos bulbos determinam que há existência, continuidade no cozinhar. Camiões transportam animais, vozes na estrada para que reconheça o terreno que piso com as botas, calças são as mesmas. Escapo, determina-se o que se usa na cabeça, o que me vem ocupar os sons na cabeça com o animal na bicicleta, a distinção, a constituição do momento antes de o fazerem com o porco, ter eu próprio injecção directa ao coração, morto para ser elemento de saco, sacado, sacagem, animal outro transportado na bicicleta, vozes na estrada, sons dos camiões, coisas constituem-se por haver defeito igual. Contagem das árvores, nº de que depende fixar-se na estrada com camiões, defeito na estrada, transporto para, utilizo fala no negócio, estabeleço o preço, escolho entre isto, desenvolvo o que tenho, um contínuo que morre, o porco que transporto morre. Fixo-me ao fotografado, a rigidez de cada sobressalto, cada movimento que ouço constitui o repetido na estrada, habitante com estrada e transporte de bicicleta, matrícula a que me identificam, mora onde nunca se desfez, fez-se de novo, existência por defeito, desaparecem os elementos que o formam, edifícios, animais. Confunde-se com o que compra, repete o que come, arranja o imitado na cabeça, constituído pelo que mexe com as mãos, trata-se de arroz, de pão, agarrado ao que se desfaz nas caras dos que conhece. Momento define-se por estragos, deficiências, jeeps, motos, ruas têm prédios por haver quem descreva o que se sente nas luzes, nos anúncios, é iluminado pelo exterior, pelas motos, governa-se pelos jeeps, identifica-se com os que trabalham, se há luz nas ruas, se há continuação dos lugares, se os factos se ligam fora dele, nos lugares, geografia de quem olhe a produção do geográfico. Mão leva a lata de água à boca, esquece uns objectos quando fala noutros, acrescenta factos quando lhe dão origem ao recomeço, ocupado pelos que atravessam as ruas, é ele, determina-se pela língua com quem trabalha, fixa-se a Gõrlitz por foto que coincide com a geografia, qualquer lugar da China por ver-se na fotografia onde acabou, porco atado à bicicleta, foto dele num jornal, nada dele a não ser o que se repercute no alto da cabeça, tumor, aumento do tecido, ossos levantados, carapaça aumenta mostra aos que atravessam a rua, alguém faz o que ele faz, outros circulam identificam os camiões, a marca identifica o geográfico, num olhar sem utilizar outras amostras do que se passa num lugar com população, separa-se dele próprio, outro outros com porco atado à bicicleta numa estrada que leva a urbano na China, possível transportar de bicicleta animais mortos ou vivos. Come o que tem na tijela, olha para o que tem no armário, alguém fala explica o que se vende na loja, frascos enchem as estantes, esmagado pelos instrumentos objectos, açúcares a engolir, não produz mais do que passagem pela estrada que leva a um urbano na China, um lugar para que te localizem, observado pelos que enchem as ruas, numerado no braço. Cabeça inchada dentro da loja identifica-se ao que observa, comerciante com frascos, ao atraso da vista sobre o paisago, ao que se produz no armário, nos frascos, com a passagem dos jeeps, com a bicicleta porco carregado vivo, animais transportam-se para o matadouro, peça a vender, o que se produz vende-se, lógica nisto, locuções inventam-se quando se espeta o braço num urbano chinês para sentir-se na geografia adequada, existente não onde está mas no que espeta, pelo que faz, empurra a bicicleta com porco vivo. Aumenta, alarga o crâneo, continua-o para existir pelo inchaço da massa que lhe cresce sem que domine o crescimento, anómalo na China com bicicleta transporte do animal vivo, porco vende-se onde há compradores, mercado de animais vivos. Açúcar deforma-lhe o pâncreas, gorduras acentuam-lhe os líquidos produzidos pelo pâncreas, é útil transportar porco vivo, vendê-lo vivo, abrir a boca para ingerir o que tem nos frascos, distinguir-se dos que passam na estrada em direcção ao urbano chinês por ter animal vivo a vender, gordura suplementar ineficaz, peso a mais, esconde por cintas que o apertam. Meia cara é suficiente para saber-se com lata na mão, voz localiza-o num plano não inclinado, num urbano com outros. Visto-me dispo-me, constituo volume de mim próprio com roupas num urbano chinês com bicicleta e animal vivo, porco para venda, mantenho-me na loja que ocupo, alguém lavra os campos com cavalos de tracto, arado, métodos por pertencer a um terreno com telhados à vista enquanto alguém respira atrás dos cavalos, terreno mais elevado do que as casas, a garantia de que alguém vive no que tenho geográfico, o principal pelo geográfico, não me respiro, tumor incha no terreno dos cavalos de tracto, condutor tem casquette sobre a cabeça, gordura à volta da cintura. Eficácia no plano, no que se fixa antes de mim, plano fotografia do que se desenvolve quando trabalho para sentir o que não quero, instalado na fotografia dos outros, não conheço população rural, mudei-me para o lugar para reconhecê-lo habitado pelos que constroem, que respiram como respiro, encho os pulmões, guardo o que me transmitiram, fixo o que foram, mortos num geográfico, marcado na cabeça com tumor, inchaço verificável pelos que me procuram na loja, abro os frascos para identificarem cheiros, ocupações de cada. Um círculo à volta do que ocupo para alargar o lugar, acumulo memórias, múltiplo para ocupar o lugar de muitos pela estrada com camiões, a função na estrada, víveres para o urbano, de bicicleta com animal vivo atado, corpolência ocupa a traseira da bicicleta, possível transportar o que se cria, transporta-se o que se cria, não crio mais do que animais, pessoas nunca criadas, outras no campo que se alarga pela vista que se alarga pelo campo com cavalos de tracto puxados pelo DemjanjUssa de gordura na cintura, casquette objecto principal, característica dá-lhe existência com interjeições ordens para os cavalos, dirige ordens aos habitantes do terreno conforme guincha dorme come, trabalhador do campo com gordura à cintura para saber-se ocupante dum ponto único, ele e mais ninguém, ponto definido, vista capta porco vivo atado à bicicleta, origem numa fotografia, vivido na China, obedece à geografia, ineficaz no terreno estrada que leva ao urbano chinês, demografia aumenta, a mesma roupa, vestem-se despem-se, esfregam-se com escovas, pela TV o que se descobre, o que há a descobrir, vestígios do que se vive, porcos atados às bicicletas, inúmeros fazem o mesmo, cópia, verificação do possível repete-se desde que visto, porcos transportam-se em bicicletas, foto do *Die Zeit*. Edifícios aglomeram fabricantes, fumos determinam a fertilidade dos terrenos, espaços entre fabricantes e trabalhadores rurais. Rumores vêm dos tubos, dos fios eléctricos, da bicicleta quando de costas para o fotógrafo, o pescoço torcido, fotógrafo apanha-o de costas, parte da cara à vista, remorsos na pele, transporte de animal vivo para venda no urbano. Ocupantes da China, alguém o indica, conhecimento pelos camiões na estrada, aguenta até refugiar-se noutro geográfico, habitante de qualquer língua, quantos trabalham nos campos com cavalos, telhados vistos não só pelo que trabalha, identifico-me pelo que trago estrago encho, produção de fumos, edifícios esburacados, informações aos que habitam comigo pela roupa, pelos banhos, pelo que procuro nas farmácias, pelo sonoro que capto, enquanto fumos saem da terra, humidade onde pode, bicicletas encostadas às paredes. Progride-se com a vista para fora donde tenho roupa vestida, dispo-me recomeço o que fiz quando saí da humidade, inchaço dos pulmões vibração do coração, circulação acelerada, que fiz desde o, ocupo terreno pelas impressões na vista, na China com bicicletas, habitantes aumentam, ocupantes das estradas, população multiplica-se até perder o efeito do que sou, multiplico-me pela electricidade quando na loja com os frascos. Abandono os sons, faz-se o contrário do que fiz, abandono os frascos, não me identifico aos frascos que serviram de língua, lugar frascos com roupa que dispo para me tocar ocupante de bicicleta no urbano onde vendo animal vivo. Animais para guinchos de morte à faca, cortados em linha, produção dos que executam o que se come, o que se vende nos urbanos, cozinha-se para que tenham gordura à volta da cintura, vozes formam a geografia que ocupo com guinchos vozes na estrada, faço parte dum percurso com animal vivo atado à bicicleta, repito o que vi no *Die Zeit*, feito de bicicleta, reproduzo sons do animal vivo atado à bicicleta, camiões na estrada identificam-me o lugar, existo com múltiplos entre fumos das fábricas e dos crematórios das vísceras dos animais, imitam os guinchos dos que são abertos, hosmens imitam o que ouvem, vibram com os guinchos conforme abrem os animais, medem o campo dos cavalos de tracto, as fábricas que produzem fumo, crematórios queimam vísceras, gordura igual à que se contrai na cintura do DemjanjUssa quando com o arado, mastigação da erva que chega pelo vento à boca, respiração asma. Uma tábua nas traseiras da bicicleta para transportar o animal, hosmem a pé. Vendo onde me mandam, num caderno os kgs do animal vivo, a contribuição ao que me fabrica, constitui-se sensível se não guardo fotos do que fiz, se não memorizo, não repito o que fiz senão a partir das fotos, fotografo o que faço para que reproduza nas fotos entre o fumo das fábricas que se dispersa por haver foto que mo indica, calças vestidas sem as ter procurado, bicicleta com animal vivo, porco atado à tábua, o resto fotografado para que dependa dos recibos da venda do animal. Porco atado à tábua enquanto outros fazem experiências, mortos nos terrenos vagos, óculos postos, calças fora das pernas, braços abertos para que meçam a extensão dos membros, sobretudos colados ao corplo, porco atado à tábua, duas formas de transporte, uns levados em camiões depois de limpos os terrenos onde os apanharam. Casas num recinto, largo com edifícios públicos, horários das camionetas que transportam ao urbano na China se tudo coincidir com o estar na China, possuir porco atado à tábua, referências sobre os que atravessam a estrada, que viajam ocupam lugares conforme se exige, administração exige que se mude, agentes da mudança, presentes na China com porco atado à tábua presa à bicicleta segundo o *Die Zeit* que me determina o que sou na estrada com camiões que me fixam ao terreno onde se desenvolve a paralisia dos membros, olhos bulbos vêem a não ser que fixe no chão os corplos apanhados, óculos na cara do mais próximo, de braços abertos para que se meça a distância de mão a mão, envergadura de quem morre num terreno. Confusão nos actos, no que se sente, alguém organiza conforme as imagens que captam o urbano destruído na China por haver circuito TV, forçam o que se sente na estrada, tudo escrito num caderno, o que se paga por cada animal vivo, outras fases da organização seguem quem morra, braços abertos para que os meçam. Alguém existe na ligação das fotos na China, dirijo-me conforme os camiões na estrada, organização efectua-se, forma-se um todo que me marca o que sinto, formam-se bolhas, a pressão nos pulmões, a circulação enquanto porco guincha atado à tábua. Bombardeamentos rebentam paredes, quadros caem dos pregos esquentador no chão explosão do gás mesa com estuque caixilhos partidos vidros rebentados, normal quando a pressão se sente nos ouvidos, o sopro nos pulmões, membranas que tenho dentro, sacos, a pressão na cabeça. Tumor rebenta-me a parede óssea conforme rebentam os caixilhos dos vidros, a porta no chão, alguém levanta a ponta do avental para limpar a cara dos pedaços de estuque, lâmpadas penduradas balançam com a corrente, sopro alimenta os pulmões, respiração facilitada, fixação do olhar sem pestanejar, o invariável no sangue, intoxicação dos pulmões de quem estiver na praça onde as bombas rebentam, notícias na TV, populações na China transportam porcos até aos urbanos para a venda do que engordam, animais vivos, guincho nos matadouros. Variações do que sou, capador de gatos nas ruas conforme mo pedem, pago para individualizá-los pelo corte, cada gato tem o corte correspondente, animais vivos na bicicleta, vive-se entre tiros, barracas, lâmpadas balançam com as explosões, caras limpas com aventais, colchões abertos, camas não servem para dormir, durmo onde tenho lugar, estendo os braços, medem-me, medem os cadáveres de braços abertos, útil estar deitado sem dormir, transportar animal vivo, sentar-me enquanto espero o pagamento, a inscrição dos factos num caderno, a conta a pagar, as acções da administração, respiração diminuída quando não há explosões que aspirem o ar para criarem a corrente quente, bafo rebenta as portas, os vidros. Animal silencioso quando atado à tábua, conduzo a bicicleta para qualquer lugar com animal vivo, indispensável que me relacione com os habitantes, com os hábitos se não os conheço, a quem faço referência, exprimo-me se conduzir imagens dos olhos bulbos ao cérebro que se guardam para recomeçar os movimentos com economia, não repetir o olhar sobre o líquido espuma na boca do estendido no chão de braços abertos, medi-lo de mão a mão, óculos na cara. Contam-se para inventário, faço parte dos urbanos que se reconhecem pelo transporte de animais, quem tem outra função exerce-a à vista, reconhece-se o particular de cada, dos calceteiros nas ruas, dos que se deslocam no quarto com o sopro nos pulmões, sopro constitui corrente. Imita o timbre husmano se lho pedem, não impede o transporte nem o que sente em relação aos agregados, vive com uns quantos sem saber, sem sensível adequado, perdeu a ligação automática, senta-se na tábua do WC depois de limpá-la, operação confunde-se com as que viu fazer não na China, localizar-se é obedecer ao que viu no *Die Zeit*, copia, ingere fotos, faz colecção do que se retrata, vista é órgão que incha. Divisões assinaladas pelos objectos que lhes dão função própria, urinol duche dormitório, fases depois da estrada com o porco vivo atado à tábua atada à bicicleta até chegar ao administrativo venda, inscrição dos actos, entrada no urinol, descarrega os líquidos de pernas abertas, hosmens nisto, mulheres dirigem creches, cozinham, séculos nisto, arranjam as camas, limpam, hosmem com animal, companhia porco atado à tábua, a tábua à bicicleta, mulheres na limpeza dos quartos, divisões para os que chegam, contam quantos, individualizam. Trabalho de aniquilação dos que não pertencem ao ritmo, não vendem animais, operações de evacuação, limpeza, hosmens usam pijama objecto masculino, força muscular pés grandes, desenham nas paredes quando virados para os ladrilhos. Humidade escorrega pelas paredes descasca as paredes molha os ladrilhos, camas cobertas por plásticos, dormem durante o dia/a noite, deitam-se depois de evacuar, duche pijama pés nus, lugares camas, luz para que vejam as camas os que venderam os animais atados, alguns nos camiões, outros pela estrada, ele e agregados de bicicleta, animais atados identificados na China pela marca dos camiões, pela relação dos cheiros e dos fumos da gordura, crematório das vísceras. A cabeça composta de visual crematório, gorduras queimadas, quartos para que a cabeça organize o que tem a organizar nos urbanos, encho os lugares segundo a cabeça tocada pelo tumor, inchaço desaperta a carapaça óssea, pertenço aos que têm assistência, tratam-me depois de lavado, deitado, depois de dormido vou onde me tratam do inchaço da cabeça, casquette na cabeça igual à do condutor dos cavalos de tracto, frio na administração, aquecimento só para os que administram, hosmens no quarto, não há mulheres. Alimento-me do que se produz, das luzes do dormitório, WC tem luz quando de porta aberta, mija-se de pé, caga-se de cócoras, funções de que não saio, entre as duas, deficiência renal, anomalias do anus, transmito as dores à cara, à posição das pernas quando ando, quando ao lado da bicicleta onde atei o porco vivo, *Die Zeit* demonstra o que faço, a que estou pronto, não me exigem o lugar. A quem me dirijo, separa-se o que me é necessário do que me escapa pelas narinas, o que esqueço quando habito outra população, entalo a língua para que me refaça sem me meter num lugar novo, faço o que conheço, o que sou com animal atado à tábua, situação conduz-me a um lugar explicado pelas funções, o número de cada função, a repetição das partículas no ar, respiro, o animal atado respira até ao matadouro, retenho nomes conforme os lugares onde habitei ligado aos móveis, às correntes, ao que se fixa na vista depois de feito o que me pediram, pronto a dormir, acabar numa cama feita pelas que obedecem ao vocabulário, hosmens obedecem ao que se fabrica para hosmens, humidade nas paredes. Mulheres têm filhos por obediência ao que lhes inculcam, hosmens inculcam, atitudes reconhecem-se a cada ocasião, motores organizam, camiões no transporte para o urbano, mercadorias população militares, quanto mais mudo de lugar mais reconheço o que me obriga ao dormitório, depois de ter visto a organização dos campos, superfície conforme aos dormitórios, esperança de vida atribuída aos lugares. Repito o que me obrigam, sou explicação do que me sucede, urino para a parede com jornais debaixo do braço, informo-me dos horários dos transportes públicos, combóios, pertenço ao que se organiza, serviços repetem-se para que me pareçam o inalterado, adivinham-se as funções enquanto houver campos transporte de animais matadouros, China é um organizado, articulação muscular obedece ao que vejo, mudo conforme as fotos que me dirigem. Feito do que não se formula, do que se hesita quando se entala a língua, lugares frequentam-se com desleixo, frequência dos WCs segundo as necessidades sem pressão na fala, na utilização da língua num ponto horizontal enquanto os pulmões se enchem depois da pausa, ponto zero dos pulmões, equilíbrio entre o fora e o pouco dentro enquanto me viro para os que me vêem sem me fixarem, fixo o que me mostram, fixado pela foto numa estrada, casquette na cabeça, obedeço a uma geografia se as administrações se repetem, primeira divisão para evacuações, duche, dormitório, instalações degradam-me, estuque cai das paredes amolecido pela humidade que existe basta que se respire. Não passa sem ajuda de divisão para divisão, organização constitui discurso, humidade, posição das pernas no chão, bicha forma-se pelos que vendem animais vivos transportados em bicicletas, outros em camiões, material para desenvolvimento, dispõem-se ao serviço do dormitório. Igual a qualquer com arado, cavalos de tracto, perspectiva dá-me o burgo, os telhados, subordino-me à perspectiva, sensações conforme o crescimento dos ossos, matéria medula óssea, ingrediente do sensível fabrica-se nas ruas com a vista, com os passos, ocupação de cada lugar segundo os sons, as disposições da vista, o tamanho de cada na foto, população nas fotos depois de desfeitos os prédios. Junção entre arado cavalos de tracto e destruição das zonas que me retêm por as ter habitado, feito aos poucos nas zonas que me escapam, camada óssea sujeita a trabalho, refeitórios, salas com convidados, copo na mão, o que não quero, não pertenço e estou preso por arado, pelos cavalos, pela bicicleta, pelos que crescem na rua, cresci sem pertencer ao terreno, forçado à bicicleta, porco atado na foto do *Die Zeit*, vivo por fotos, emblemas, distâncias de mim ao terreno, ocupo o que a vista me dá, olhos bulbos aglomeram, constante de olhos bulbos abertos, sono durante a noite dá luminosidade aos olhos bulbos, captação da luz quando verifico o crescimento, volto ao ponto de partida, não nasci aqui, adulto por ter o sensível organizado pelas fotos dos jornais. Alguém morto no terreno de braços abertos, as acções segundo as informações, experiência igual à minha, adulto de olhos bulbos abertos durante o dia, de noite reconstituo a vista, recebo o luminoso, altero os circuitos nervosos com a luz, as imagens são o que sou nos refeitórios com husmanos de trabalho presos às cadeiras, refugiados no último bolo, na comida que compram nas lojas, vendo matéria em frascos na minha, cheiros quando os destapo, quando abro a porta, que me peçam para abrir os frascos, sei o que faço, conheço a distância de Bruxelas a Antuérpia por decidir transpor o que sinto para a vista, para a altura dos factos a 1m72 do solo, o resto é efeito pelo alto da cabeça, tumor força a carapaça óssea, forçam-me a carapaça para o crescimento, olhos bulbos ocupam os alvéolos em que sítio esteja, abro-os para sentirem a pressão óssea, a força da luz, sensações se estou bloqueado pelo que me fazem, agente de deslocações, se páro não encho a vista, os husmanos de trabalho presos às cadeiras, ao último bolo, gulosos com barba de dias, caem as carteiras às mulheres, desejam sem saber, constituem língua por haver quem lhes dê língua, organização, mulheres limpam o chão, fazem as camas, reproduzem as imagens apanhadas pelos hosmens que lhes transmitem o que fabricam, imagens deles durante o trabalho, no refeitório, a vista capta quando parados, comem o bolo, um bolo por semana, depois fim de semana, vista sobre os husmanos de trabalho, voltam para fixarem a língua, ensinam a língua às mulheres que lavam o chão do dormitório, da sala dos duches, de qualquer sítio. Fizeram o que lhes apeteceu, no refeitório com outros, ninguém só no refeitório, controlador não deixa, chama alguém, dois ou mais, sempre mais no refeitório para que utilizem os canais até ao estômago, continua no terreno o que sucede em cada, preso ao terreno, ponto geográfico é ¨notório¨, fornece-mo o *Die Zeit* em fotos, lugares estão nos mapas, faço-me igual às distâncias por estar na vertical, equilíbrio, sapatos nos pés, escolho um nome para me alimentar dos lugares, fruto do geográfico, do que olho quando viro a cabeça com tumor, carapaça óssea rebenta-me a crosta, cresço embora adulto na China numa estrada com bicicleta, porco atado à tábua, adquiro sensível pelo *Die Zeit*, no emprego, no refeitório com o último bolo, com população, na China com grupos, na venda do porco atado à tábua, no que demonstram as fotos, não além do que me mostram, marcado por horários modos trabalhos figurações fotos, estradas a percorrer com animal criado para venda enquanto vivo, pernas servem para dirigir-me aos lugares das fotos, transporto-me para o que conheço nos mapas, cavalos de tracto conduzidos pelo hosmem da casquette. Vendo o que tenho nos frascos, ervas para infusões, confundo-me com o que os frascos contêm, reflexo dos vidros, mudo de cara quando viro a cabeça para o fotógrafo. Rotação é o que se adapta ao que sopra, ao som que enche a foto do *Die Zeit*, ao que vai de Bruxelas a outro sítio sem que mude de perspectiva, em Bruxelas para dormir entre canais, reflexos nos vidros, ervas contorcem-se nos frascos, asfixiadas, cheiros são a última consequência, torcidas deitam cheiro, carapaças tortas pela asfixia, ervas vivas nos frascos azluis [Nelson Goodman - C. Z. Elgin], cor nos reflexos dos olhos bulbos durante o sonoro circular, o azlur das ervas, obter uma cor que me facilite a resistência ao enervamento, nervologia, não tenho mais do que a carapaça azlur,

dimanche 26 mars 2017

Grafites / Rougets - Alberto Velho Nogueira, 2008 - Primeiras páginas

ANALISADA NUA PELO que lhe mede a distância do nariz à bolca, a grossura dos lábios, o espaço entre os olhos, a nuca a nuca, a implantação do cabelo, as coxas as ancas a curvatura dos pés, num lugar inscrito no vermelho Mondriaan, exposta num museu em Bérlinn, equilibrada por cordas presas aos punhos e tornozelos, cordas couros roldanas, imita o Matthew Barney, pendura-se sobre uma matéria a tocar com os membros, com a cabeça, a figura desequilibrada, pressão sobre as cordas e couros, toca uma matéria ligada ao açúcar, petroleum jelly, chupa a geleia de petróleo endurecida, matéria exibida por ser complemento dela, ein Mädchen für alles, com lâmina ferrugenta. Mulheres evidenciam o que escapa aos outros, o que vai na direcção dos habitantes que as cercam, por haver cerco e materiais, matérias a chupar. Uma delas identificou o que lhes pesa, o que está nas cores que a iluminação produz no lugar que escolheram para que se escreva o que não se limita nem inventa, a cabeça aguenta o que se produz nos lugares fixados antes de que qualquer pensamento apropriado aos materiais se instale. As três viradas para o mesmo ponto dividem-se em duas partes, a que vai da cabeça ao púbis que põem ao serviço do cerebral, e a que vai do púbis aos sapatos, por estarem calçadas num lugar público que se identifica pelos pontos luminosos, pela fixação fotográfica de cada instalação em que participam, pelo contacto com o fotografado, com os tecidos vestidos, com a transparência evidente a partir da luz dos candeeiros, ambiente nocturno fechado, bilhares, actividades humanas perdidas nos sons e na duração de cada olhar das três mulheres durante (est)a noite e as que se seguirão conforme o que desejam, a divisão delas em duas partes, uma não sente a outra, mulheres assentam no chão por saberem que têm sapatos e que o tê-los perturba homens e mulheres que as desejam, candeeiros causam sombras, feições escapam, aproximam-se do fotógrafo, são fixadas como exemplos fora da multidão apertada num lugar de esfrega e suor. Levantamento geográfico criado para saber-se como respira, memória vive o imediato, instala-se no iluminado, no branco das camisas, no transparente dos vestidos não só das três, na transpiração que escorrega pelas costas até à segunda parte delas. Outras não esperam o aniquilamento, absorvem o luminoso que define o lugar nocturno, as feições determinam o resto, o susto nocturno que se instala nas que suam, se apertam, deixaram no vestiário os casacos, a ficha nos decotes, garantia de que sairão ainda com o nocturno, cobertas e protegidas contra a humidade do fim da noite, depois da querela dos sapatos que magoam os dedos. Ocupam o salão de dança, pés incham, bebidas gasosas dilatam-lhes as barrigas visíveis debaixo dos transparentes, sentem-se abertas com as roupas que colam ao que segregam, tecidos mudam com a transpiração, ocupam-nas, pegam às mãos dos que as agarram: movimentos, agressão continua no cerebral, nas matérias que colocam na memória, petróleo endurecido geleias grafites, nenhuma madeira à vista mesmo que esteja nas cadeiras nas mesas de bilhar nos balcões na decoração das paredes do salão de dança. Madeira está no que as retém, no que fixa uma delas, isolada das outras, exposta transparente, habitante pronta para o exercício das funções que correm durante os dias: a corrida dos galgos para os que transpiram, a exposição das pernas no salão de dança para as apertadas, os apertos que as levam ao salão para espremerem a dureza dos mamos que lhes doem, apertados pelo que vestem, pelos que as esfregam, lhes sentem os mamilos inchados enquanto desviam os olhares para as sombras e espetam os pénis entre as coxas, o meu púbis endurecido com as geleias de petróleo, os materiais com que me faço transportar aos lugares nocturnos, materiais duros evitam-me as penetrações no salão, nas escadas, na cave depois de escorrer a mão pelo corrimão de madeira, outra vez a madeira sem a sentir, madeira não se sente, marca os lugares, as temperaturas, obedece às pressões dos jogadores que se preparam enquanto dura o aperto a usarem dos tacos para empurrarem as bolas de osso. As partes gravadas no cérebro inviolável do qual não deixo sair a pressão, os comentários, a fala inexistente, não há enumeração do que frequentamos, do que despimos/vestimos, os casacos no vestiário das que transpiram no salão de dança, ocupam lugar numa mesa, olhares dirigem-se à mesa de metal de madeira de pedra, conforme, se estivermos num ginásio arte nova, numa galeria com mesas de pedra, chávenas de café sobre as mesas, alguém antes delas, de nós na galeria, não nos distinguimos pelas vozes pelas feições pelos vestidos formas e cheiros, transpiração cola aos transparentes. O preto é a cor nocturna do salão, os actos repetidos esperam pela hora apropriada, a corrida de galgos, os olhos fixos nos espelhos onde nos verificamos habitantes em acção, o movimento sentido nos pulmões, na garganta, sem outro sinal do que o aperto dos mamos gordos, a origem do gordo na genética, não na excitação que me provocam, o tamanho está na geleia, no petróleo endurecido, mamos geleia endurecida, construção escultura. Os objectos pesam, aquecem com o calor do lugar ocupado pelos aglomerados, quanto mais aglomerados mais o sensível se perde para relatar o inexistente, o existente está fora, repete-se no dia seguinte que me mostra as funções que me marcam os neurónios, as emoções sensíveis armazenadas nas roupas, na transpiração, se faço como as outras. Alguém segue a corrida dos galgos, os fenómenos, a garantia de que não se morre no salão, nenhum ataque, nenhuma perturbação cardíaca, a sensibilidade perde-se nos poros enchidos de líquido, perdi-me sem sentir que respiro, o que me resta são os mamos apertados, a pressão que me faz sair do salão para me despejar com as outras dos ataques cardíacos. Homens sofrem das coronárias, a genética presa ao sexo abusivo aos apertos aos cabelos que não lavam aos tacos à excitação dos galgos, participações nocturnas dos homens, mulheres penduram nos vestiários o que as cobre, constroem formas até à ficção, eu fixadora, fotógrafo fixador do inexistente coloca-se entre mim e as outras, ocupadas à mesa, as chávenas de café acumuladas. Donde vem tal exercício humano, tal quantidade, por haver que gerir quantidades, as três identificadas pela divisão em duas partes, por estarem não em Bérlinn mas noutro lugar, enfiaram-nas num lugar de altas temperaturas, a condição para que a iluminação faça sombra nos que se apertam no salão onde se concentram, adultos conscientes do que se constrói durante a respiração, o movimento dos membros. Fora os membros onde está a vibração, não se respira, o que os perturba são os ataques que se manifestam nas actividades que procuram entre o peso das carnes e a matraca sexual, habituados a exprimir os ataques que lhes sobrevêm na euforia do salão, das corridas de galgos, homens apostam, proprietários e assistentes jogam para beneficiarem da vitória e do dinheiro que lhes percorrem as coronárias até as entupirem, o desastre no salão, no recinto dos galgos, órgão destrói-se por falta de irrigação, deixam a irrigação pelos campos, mijam, esquecem-se das relações entre os órgãos, entre as bexigas e o cérebro, entre as artérias e o giz que põem na ponta dos tacos, o que lhes surge é surpresa, evolução natural do que lhes está dentro sem que examinem a circulação, não a sentem durante a excitação dos galgos, no esforço dos braços durante as mudanças que efectuam. Transportam mercadorias, irrigados pela excitação detêm-se encostados depois dos pagamentos, indecisos se andarem num sentido ou no outro, como se efectuam os sentidos, como se determinam as vontades que os levam às geleias às esculturas aos apertos, endurecimentos não os perturbam, o que os leva aos ataques é o lábio superior inchado, a sombra do salão, a certeza das excitações, o restante está no dia seguinte, na corrida de galgos para homens, as mulheres galgos são empregadas para o serviço da limpeza dos restos e dos rastos deixados pelos que frequentam o lugar. Há outros lugares para outros grupos, associações e ateliers para exibição, objectos fixam-se por haver neles o que os fixa, fixados pelos que os olham como geleias, as três agrupadas são de petróleo endurecido, esculturas, pedaços eróticos a mostrar cada vez que alguém peça uma sombra num canto junto do corrimão por onde passam a mão para não tocarem nos mamos de geleia endurecida, don’t touch, esculturas para o olhar, objectos a cores, outros têm a cor da pele sem serem humanos, pedaços feitos à imagem de humanos, de galgos, de animais de pêlo que correm pelas pistas viciadas, apostas entopem as coronárias, não sabem da existência da circulação, escapa-lhes o que circula, conhecem o circuito dos galgos, não reconhecem o que se lhes obstrui, ligados à forma dos objectos, às cores deles, um galgo uma jarra um púbis. O tórax aberto dum masculino que não segue os galgos, não disposto aos apertos, intervenção cirúrgica a que se submete, coração e pulmões ligados à maquinaria absorta, ser ligado à corrente, outros têm circulação anónima de quem aposta nas corridas de galgos, nas provas atléticas, desportivos têm emoções desportivas, endurecem, mulheres (só) endurecem junto da mesa, as chávenas acumuladas, desleixo dos empregados, mulheres têm olhos depósitos para as mercadorias festivas, balões cafés copos de cerveja serpentinas, nenhum inventário dos objectos expostos dos que sofreram ataques causados pelas coronárias entupidas, outros perderam a noção do cerebral pelo excesso de sangue nos galgos, as consequências são a lebre mecânica e o que se entope nos apostadores, 

NENHUM OUTRO SINAL, endureceram durante o aperto, os mamos grafíticos depois da transpiração formam objecto para exposição, são partes a expor nuas, a transpiração invisível, nada à superfície da pele quando expostas, retirados os vestidos para exame do sanguíneo que não lhes corre desleixado, têm conhecimento da circulação, à vista os que se concentram no salão onde serão chamados apostadores de corridas de galgos, onde serão examinados, que se calcule a força de trabalho, homens dependem dela, ocupados a esvaziar os locais, a transportar mercadorias sem conhecimento do que transportam, interessa-lhes a tonelagem, as corridas de galgos, o endurecimento dos mamos grafíticos, os excessos que os músculos medem pesam absorvem, na absorção a capacidade respiratória da qual não se apercebem, entretidos com as geleias endurecidas com os músculos dos galgos com a lebre mecânica, galgos perderam o faro, são atraídos pela mecânica, os homens idem, arames endurecem-lhes a massa cinzenta manchada pelo vermelho Mondriaan que os incha, que lhes circula até ao pénis, reconhecem que o sangue os transborda, dependem dos endurecimentos, dos mamos endurecidos, da eficácia do ataque cardíaco, as coronárias entupidas, a cabeça atrofiada neles, concentrada na lebre nos galgos. Mecanismos funcionam em circuito fechado, homens idem, expostos são representados pela cor, pelo volume, naturezas-mortas expostas depois de abertas para extracção das vísceras, resta-lhes a carapaça cerebral, o aparelho digestivo, o uso dos dentes. O oculto exprime-se nas feições que englobam o que escorrega pelo pescoço até aos sapatos, o aglomerado de cada, das mulheres à mesa apreciadoras do silêncio exterior, distantes da música gerida pelo djay. Épocas não passaram pelos que conservam nas feições os ritmos que os formaram, amadores de corridas de galgos, as mulheres deixam os casacos no vestiário para usarem dos transparentes do azul escuro ao preto, tules, sedas, materiais identificam-se, são os qualificativos do salão como o repertório musical, as três alimentadas pela respiração dos apostadores, a circulação (deles) inconsciente, apostadores apertam-nas, outros olham as cores, as matérias de que são feitas, a resistência dos materiais, os resultados de cada exposta. Para que servem os objectos as naturezas-mortas as geleias que os informam sobre a rotação da terra sem juízos telúricos, homens não são terra, são membranas e sucursais de campos de corridas, são atletas, mão de obra para embarque das mercadorias desconhecidas deles próprios, conhecem-lhes o volume e o peso, exprimem a natureza coreporal, estudam-se no salão de dança, perdem-se no salão as que estão na mesa por limpar das chávenas copos garrafas, os olhares ignotos, as bolcas fechadas, para quê escrever sobre os órgãos que se vêem se há outros obstáculos ocultos, as coronárias, a ineficácia delas na irrigação do coração, tudo reflectido na que nunca participou das corridas de galgos, na que pratica as naturezas-mortas com o endurecimento dos mamos quando alguém a aperta no salão de dança, ninguém a aperta, não entra nos salões de dança, o djay ocupado na manipulação das épocas com a música que entra pelos ouvidos para se fixar nos cérebros, criar nostalgias, expressões entram pelas fissuras, pelos intervalos de que dispõem os humanos quando no salão, as três mulheres no salão, uma delas num anexo, os rougets expostos para o corte das cabeças, para a limpeza das vísceras, alimentos constituem-se com o peso das mãos no corte, o desfazer da epiderme dos dedos no uso da faca, rougets exprimem o sanguíneo. Nenhuma surpresa a não ser as manchas no avental, protecção contra a evidência do vermelho sanguíneo, exposição que a leva a mexer-se, a desenvolver uma aversão, não, nada disto, aversão existe nos cestos que hão-de chegar da pesca com os rougets salgados a preparar pela que entra no anexo para sair do grupo das três. Faca corta a cabeça dos rougets, peixes envolvem-na, criam abusos, a intranquilidade fabrica-se no anexo apesar dos cortes, das manchas no avental, da bolca fechada e do mais sóbrio que se exprime nas feições que se dão a ver, informação para o exterior se para dentro há ossos cartilagens músculos e circuitos sanguíneos que se exprimem nos rougets, na luz do anexo, luz natural, natureza-morta a utilizar para as fotos que lhe fizeram, geleia cor-de-laranja, impressão de matéria comestível, de rebuçado que engorda a cintura da que entrou no anexo por haver peixe a cortar para o abandonar aos que quiserem fritá-lo depois da operação que pediu cortes e limpeza no anexo. Escolhemos um lugar, um anexo, outros estarão disponíveis para operações nas quais o mais visível será o sangue, a circulação por canais apropriados e fora deles, sangue em esguicho, pressão das artérias, sangue percorre as coxas até ao coração, leva à mão a sensibilidade do corte que separa as cabeças do resto, escolhido o anexo para o corte das cabeças. Peixe exprime o que lhe vai dentro, a crueza da natureza-morta, da geleia que emoldura a foto demonstrativa do que lhe acontece entre as mãos e o pescoço, igual à dela a zona tratada dos peixes, zonas idênticas por lhes ter cortado as cabeças, como o pescoço da mulher se propõe ao sangue, ao corte fulminante visto pelos que têm vista que devora os lugares, que saem do salão para entrarem em qualquer lugar onde haja cabeças, cheiro a peixe, fotos demonstram o abater, nada que a terrorize, que a afaste dos traumas que a fixam ao anexo, não aos salões de dança, não aos transparentes dispostos para acções que tocam a massa transpirada, bolo a amassar, mãos aproveitam o significado dos volumes, o estudo dos engrossamentos, das gorduras, a visibilidade nos cantos da bolca, nos órgãos visíveis das três mulheres que se favorecem na galeria onde não há outras nem outros, ninguém, verificam o desleixo das chávenas, a autoridade masculina que afrontam através das chávenas e dos copos vazios, o desleixo vem deles, só deles, da precisão da bolca fechada da que saiu da galeria onde descultiva os transparentes para se dedicar ao uso da faca, golpe condiciona a higiene dos peixes que prepara para o restaurante numa zona de pesca, zona do restaurante de peixe, receitas várias, trave-se o regional, nada sobre os pratos regionais, a cozinha típica, os hábitos alimentares, mulher no anexo estabelece desigualdade em relação aos homens, aos tules e sedas transparentes, o desejo preso no soutien que lhe protege os mamos. Inge B. fixa-se noutra época, na dum restaurante de peixe, soutien sustém as carnes volumosas para serem cortadas pelos que deixam os copos e as chávenas sobre as mesas, causam choque nas mulheres, fazem-lhes discursos sobre a masculinidade com que olham as massas transparentes que desejam para cortá-las, é o que lhes apetece nos circuitos que frequentam para as abrirem na vertical, profissionais sabem como se abrem as mulheres na galeria diante dos copos das chávenas, verificam o material disponível, as acções são favorecidas pelo djay que canaliza as músicas por haver função na música que os leva à dança, músicas funcionais pertencem ao vocabulário dos que as ouvem por ouvirem o que o djay prepara, o que as leva à galeria, eles às pressões dos membros superiores, outras, novas pressões encaminham os membros inferiores, nada de superior nos membros que dançam sob o impulso do circulatório, dos olhares que conservam as transparências que se lhes propõem, propostas para as horas que correm, momentos controlam-se pelo relógio que indica as horas que deverão passar no salão, pagaram bilhete para desvendarem os transparentes, aumentarem o desleixo instalado no salão desde a abertura, 

SEPAROU-SE DAS OUTRAS, entrou no anexo onde prepara os rougets para o restaurante de peixe, não citar o regional, o nacional (ou o regional) não conta, as três mulheres acabaram com o regional, não conhecem receitas de peixe regionais, uma delas abre os peixes por estar no recinto apropriado, materiais levam-na às acções apropriadas, ao corte, ao querer ver, por haver vontade, o interior que se compara ao dela, cortes determinam que os masculinos são separáveis, determinados pelo interior não idêntico ao das mulheres, desleixo caracterizou-os, instalou-se nos olhos, nas membranas que vão dos olhos ao cérebro, conspiram contra, assimilam o trabalho do djay, preparados para o inventário do regional, do nacional, masculinos escolhem partidos apropriados às corridas de galgos, exemplo do que merecem, galgos atrás de lebres mecânicas, corridas para apostas, são órgãos de transações, mexem-se nos lugares que criaram para instalarem a convulsão, o desleixo que as carnes pedem. Mulher tem faca para cortar peixe morto, panos para as mãos, as escamas retiradas com aparelhos apropriados, nada fora do sítio, nenhum livro de Shakespeare, de Eurípedes no anexo, nenhum livro de receitas regionais, papéis e panos, só objectos que decepam, luvas metálicas de protecção contra a distracção da que corta, só mulheres cortam os rougets, os homens fazem o resto, organizam corridas de galgos. A que veio da galeria para o anexo prepara os peixes não para ela própria, cozinheiros são figuras do August Sander, a mulher no anexo para, sem saber a razão da limpeza dos peixes, propô-los aos cozinheiros Sander, forçados à elaboração de imagens, à demonstração dos acidentes que lhes formam os cérebros, actos deles dependem da formação dos cérebros, da audição do trabalho do djay que os investe de música, programação das fotos que irão para os livros, demonstração da cidade, escolhida esta com as três que se dividem em duas partes, parte activa do púbis para cima, constituição das mulheres, os homens constituídos por aberturas laterais dos olhos para verem mais, maior soslaio, dizem eles, sentados nas mesas, ao balcão, nos recintos onde praticam as profissões, sentados por haver quem os sirva, quem lhes transporte os documentos para as decisões precárias, o todo precário indeciso mortal, fica o calendário na parede para exprimir a data dez de Março de dois mil e oito. Decoração não corresponde ao que digo, o djay numa encenação que não corresponde à música, nada corresponde, que lhes corresponda a madeira, não o que fizeram dela, o equívoco nos habitantes que se deixam levar pelo ambiente, por haver um ambiente, ter sido constituído pelo lugar pelo djay pelos transparentes, feito o inventário do que os dispõe sem doenças, pensam eles, quando dentro está a ruminação permanente das doenças que os hão-de clarificar para sempre nos hospitais nos asilos nos cemitérios, a ocupação dos lugares faz-se conforme a idade, os ataques, o que os leva a cair, a denunciar as doenças que os atacam sem solução, não têm outra a não ser apropriarem-se dos sítios por onde andam, são o resumo dos lugares, do que comeram, da biologia, do biológico de que são vítimas. Hospitais tratam deles, seres olham para tules e sedas transparentes, estão no salão de dança para usarem dos óleos das articulações, o que comeram entrou neles para ser parte do que os constitui, doenças formadas à base de gorduras gastronómicas de desporto de festas com djays, desleixo caracteriza os musculosos, as qualidades não se inventam, fazem parte dos exercícios higiénicos que praticam com toalhas duches aparelhos, cacifos nos ginásios onde demonstram a doença mental já instalada desde o começo do crescimento, genética engloba tudo, os objectos de que se servem para reparar o côrepo com cremes sabonetes perfumes, objectos reproduzem-nos, reconstituem-nos, vão do mercado ao salão, conhecem a região, as ruas, frequentam estádios, espalham-se pela cidade que os reconhece pelo que trazem na bolca, a que doença fazem referência, ao que se forma por dia conforme a ginástica, os hábitos não se perdem, frequentadores de bilhares depois do trabalho, de prostíbulos que se confundem com os rougets cortados pela cabeça, as vísceras extraídas. As mulheres sem vísceras nos prostíbulos acentuam-lhes as características que os classificam como homens que reconhecem as práticas desportivas, guiados pelas que os formam desde as roupas a vestir até à transpiração nos salões de dança depois do trabalho onde (eles) se regozijam com os transparentes, frequentam saunas, salas de bilhar, vão das massagens aos tacos. Texto não os segue, deixo-os com a putrefacção que não se sente, não cheiram, texto pobre de sensações abre-se para a descrição das habitantes que se fotografam para pertencerem à galeria de arte onde figuram como exemplares urbanos, mulher habita o anexo para considerar a existência, fotos clarificam os cortes com a faca que (ela) executa, as outras três estão coladas à galeria onde assistem ao desleixo masculino. Mulheres causam-lhe choques, fornecem-lhe transparências, outras ocasiões não surgem para classificá-las idênticas à humanidade de que fazem parte, dizem os que frequentam o restaurante de peixe, os mercados diários, os ginásios onde se esfregam até a pele cheirar a geleia de petróleo, examinam os gestos recorrentes, apoderam-se da vestimenta que as mulheres lhes condicionam, são objectos condicionados pelo que elas preparam por dia antes de os verem desaparecer com as doenças que se injectam, habitam lugares, por exemplo, a Plaça Roja, Ciutat Meridiana, a construção equivalente aos degradados humanos que formulam comentários sobre o desportivo, a esfrega da pele, a constituição dos canais nervosos, a forma da bolca peixe, a esquiva para que não lhes cortem as cabeças, tal como as dos rougets nas mãos da Inge B. identificada pela nudez, não pelos transparentes de que não usa, eliminada pelo mais pequeno sinal, identificada como habitante da região assinalada como profícua aos homens que se dirigem aos trabalhos, horas para isso, depois do trabalho dão lugar às horas no salão de dança, numeram-se na Plaça Roja, manobras apropriadas à relação entre eles e o lugar, há relação, dizem os arquitectos que conceberam a Plaça Roja, que instalaram nela os sem trabalho, os que o têm estão fora da Plaça Roja, quem lhes diz o que se produz na Plaça durante a ausência deles: as mulheres das quais recebem a roupa, que fornicam com os desempregados, empregados na manutenção do físico, que dizem às mulheres dos que trabalham que têm carnes propícias às carícias, palavra ditada pelas cabeças não cortadas. Inge B. identificada pelo lugar no anexo, cortes para o restaurante de peixe, não pertence à Plaça Roja, organiza-se com colares brincos avental faca instrumento para descamar os peixes, o que tem a fazer até à chegada dos cozinheiros. As limitações do texto estão na relação entre o que se ouve preparado pelo djay e o que sentem os habitantes que nunca saíram do regional, da Plaça Roja para administração das condições de existência dos materiais, prontos para a demonstração dos vidros janelas portas torneiras cimentos, o resto fica para eles, o trabalho a degustação do regional e do desporto, fans do clube local, futebol apropria-se da arquitectura humana, arquitectos indicam os lugares que lhes programaram, conscientes da realidade escolhida por eles, engrandecimento do humano, dizem (eles) quando apresentam as fotos dos bairros construídos pelos arquitectos que idealizam para os frequentadores de qualquer urbano, a decisão não nos pertence, não sabemos como enquadrar o humano, como desocupá-lo até ao descuido, encarregá-lo de meter os dedos na bolca para sentirem o interior em movimento com a marca da Plaça Roja, doutros locais onde se examina a formação do humano constituído por cimento metais escadarias canteiros garagens, sem automóvel não vivem, humanos desfeitos se sem automóvel sem gasolina sem petróleo endurecido, são feitos pelos materiais que lhes enchem os pulmões cancerosos da respiração poluente quando o cancro está na genética, cimentado no adn, no cesto de basquetebol para entretenimento dos poluídos pulmonares, pulmões precipitam-se deformam-se, detêm o vocabulário que lhes faz ricochete nos cérebros até à doença pulmonar, produzem actos desportivos, a bola no cesto de basquetebol, copiaram a sociedade americana que antes deles tratou de como encher o espaço arquitectural, o humano no cesto, nas actividades que os distinguem dos animais, são desportistas com bola na mão, desviados do trabalho pelas considerações do capital, termo desperta o entusiasmo desportivo sindical, as duas actividades misturadas com o cimento com as vísceras que, dentro deles, os revolta, vísceras revoltadas fazem deles desportivos prontos ao regional, ao nacional, numerados presos ao cimento, ao cesto de basquetebol, aos lugares acentuados pelo regional, becos, salões de dança, salas de bilhar, participantes dos ginásios são espectadores do clube regional de fut., organizadores do quotidiano que lhes insufla cimento ácidos avidez e ginásio onde se lavam, usam da água para dizerem que a usam, dos perfumes para inventarem o efeito dos cheiros nas mulheres abandonadas ao desleixo dos copos e das chávenas, o efeito na frequência dos atentados adequados ao regional que os caracteriza, assistidos pelas forças políticas que esperam por eles à saída dos lugares regionais para os convencerem do porte de arma, do comportamento a ter no salão de dança onde o djay lhes reserva a história, os coloca dentro dela, música indica-lhes a época, não se esquecem das figuras que foram, o que serão está indicado no texto, esperam as mudanças de estrutura do social urbano onde se inscrevem, o djay estabelece por eles o que sentem, forma-lhes a conspiração com os que não estão no salão, colocados fora são estudados como prolongamentos, fetos dos internados no salão, fechados pelas sensações do djay, o poder está nas mãos do djay autómato, dirigente de si próprio, autómato robot mecanismo eléctrico carga eléctrica, o contador de electricidade instalado na cave. Temperatura desenvolve-se nos lugares prontos à combustão, à vulcanização dos cérebros, djays usam de vinis dispostos para as meninges, sensações medem-se por estiletes, perdem-se no texto, gravam-se nas memórias de quem está internado, levado pelos transparentes. O que os arquiva está nas gavetas que detêm os sinónimos deles, texto refere-se aos que se aglomeram insignificantes numa duração igual à da música que lhes traça a época, nas gavetas a disposição da matéria organizada segundo o grau de percepção de todos, gavetas afirmam a globalização dos grupos que pertencem ao urbano para conhecerem ruas bares salões de dança, exercícios desportivos nos ginásios, saunas, o todo forma o conteúdo das gavetas onde se inscrevem os nomes dos produtos, mercearias quinquilharias armazéns de botijas de gás depósitos de madeiras de fio de ferro. Etiquetas colam-se aos metidos no texto para exemplificarem como o urbano os trata, seres desfazem-se por camadas, são orifícios, turistas dos lugares onde se instalam, gavetas fazem o resto, desbloqueiam as cabeças, os membros para se deslocarem conforme a chuva a lama as estradas construídas para saírem dos lugares que admitem que se avança com o urbano, zonas novas abrem-se, urbanização preparada pelos investidores até que se veja o início da cidade seguinte, os estragos nas paredes, os estragos causados pelo circuito onde se enfiam os habitantes até darem pelo que se deforma neles, metidos na indiferença do cesto de basquetebol, na deterioração das grades, presos aos limites embora conscientes dos meios de deslocação, frequentam aeroportos gares de caminho de ferro clubes náuticos, pertencem a grupos diversos, classes desapareceram com a transpiração, com os edifícios estragados pelo uso, o abandono marcado nas zonas novas, refugiam-se no salão de dança, música determina-lhes o cerebral. Inge B. examina o que lhe pertence, identificada por ela própria, existente na condição dos veios e músculos, as feições dela desaparecem, não as dos habitantes que desabitam os lugares, não lhes escorre o sanguíneo, não sentem as pulsações, afirmações desaparecem do quotidiano, dizem a natureza-morta próxima do petróleo matéria viscosa, da interrogação do interno, dos aparelhos de significação social, embrutecidos pelos edifícios onde habitam, descritos a partir do exterior, dos corrimãos, do cimento gasto, o palato de cimento, os mamos petrolificados. Chupa acrílico rebuçado cor-de-rosa se a deixarem à disposição dos rougets, tem três ou quatro sensações por dia, por época, a população dividida por estratos por idades por sexos pelas retinas pelas mãos que agarram para estrangular, há matéria para isso, existentes desde o início sem função, uns marcados para serem abatidos, outros para serem abatedores, os reflexos nas extremidades, nos pés calçados, nos dedos que maltratam as matérias, seres vão do trabalho aos transparentes, marcam o número de anos a viver, são calendários, marcam a existência,

samedi 25 mars 2017

Veduta - Hörspiel - Alberto Velho Nogueira, 2013 - Primeiras páginas

[G] Ginecólogo 
[F] Fersina 

Num local de relvado artificial, iluminado a spots, ocupado por maquinarias pesadas; a isolada, entre canos de despejo de óleos capacetes óculos escudos de soldador e máscaras contra as poeiras, procede contra o ginecólogo: com uma vara toca-lhe o tórax acolchoado até enfurecê-lo, um vivo gigante que, provocado pela sáfica, que o espicaça como um touro, lhe deita um jacto de veneno que atravessa o local para a atingir, sem resultado, embora o pânico seja o estado da que se interroga sobre o movimento que não se extingue, agitação excessiva enche o cérebro, materiais de medida acusam a saturação dos que me observam num exercício de desnorteamento, confusão leva-me à corrente que marca com o rumor o tumor cerebral que se desenvolve com a decisão de pertencer às águas, atracção coincide com os movimentos que os circuitos nervosos ocasionam no cérebro, agitação desenvolve o carvão que me constitui, jacto de veneno precipita a natureza escondida nos obstáculos, nas plantas gordurosas, nenhum animal, nem os cães que se reconhecem nos interiores, animais desapareceram por terem receio do enfurecido que cospe veneno, a neblina nos olhos, terreno movediço constitui-se da cabeça à mecânica do veneno, à bicicleta registada pelos observadores que me marcam na cerimónia, na cena, na imaginação que se comanda com o cérebro até ser só uma emoção imaginada que se conclui na corrente de água que transmite um rumor turbulento durante o inverno se houver estações, noções apagam-se quando se instalam as novas que dependem dos tendões do reumatismo da idade dos medicamentos contra as nevralgias, o nevrótico actua, agitação escorre como a corrente de água, cercada de rumores da água em cascata, o receio na dureza das botas condicionadas pelo ginecólogo que me atribui a phobia ao cérebro atrofiado, à obediência que executo na divisão classificada pelos temores, pelos desígnios internos se houver algum interior que satisfaça o que me cresce num privado que nunca abandonei, nunca daqui saí, nein nein, estive nos lugares que me evidenciaram as formas os sons os objectos que se dispõem nos cérebros nos autocarros nas cabinas nos depósitos, outros estão fora do urbano, nos campos onde marcam com foices martelos e bigornas as distâncias dos objectos ao cérebro, máquina de registo do que se propõe aos habitantes, uns sugam a memória, outros ocultam-na para se fazerem vítimas das ordens que lhes dão os organizadores dos depósitos, fui numerada pelo ginecólogo que me determina uma escrita que se aproxime dos que me pedem o recreativo, fui fotografada pelo ginecólogo, presa à repetição do movimento depois de sair do colchão atraída pelos abismos, pelas correntes de água, pelo rumor que me assinala a entrada das águas pelo umbigo, água enche-me o cordão umbilical interno se houver sinais que me informem do tubo que me despertou a conduta na direcção das águas, os ouvidos apanhados pelo rumor, a corrente corre dentro, precipita-me para os aparelhos que desenvolvam mecânicas que se avariam com a pressão, intensidade marca a existência, mecânicas assinalam o estado depois da estadia inerte durante a qual o ginecólogo decidiu que a prosa é o inventado pela phobia, que a nevrose se apaga com o escrito, que o cérebro se expande com o leite de manhã por haver quem determine manhãs tardes noites e correntes de água, abandonada às correntes cerebrais, ao crise, o fogão é de lenha apesar do urbano do chapéu do vestido dos trabalhadores que invadem o autocarro para um percurso que me leva aos lugares nunca registados, nein, registo os traços as mecânicas as injúrias mentais, examino o ginecólogo, atitudes declaram-se pela língua que repete a noite e as locuções requisitadas para a leitura da nevrose que escorre, corrente de água marca a discussão entre as correntes nervosas e o discurso que me carrega de energia alimentar num local onde me obliquo num colchão, energia consome-se repara-se reconstitui-se sem próteses sem muletas, as ajudas estão no que repito a cada sobressalto, ginecólogo capta energias mortas, folhas mortas fios e cordas, a visão dele corrige o que absorvo, cheiros desenvolvem-se por haver matéria morta que se desconjunta, que expeli, secreções repercutem o que o cérebro catalogou com a ajuda dele, sem ajuda não existe motivo para sair do colchão, sou responsável pelo dia anterior, haverá mais matéria e tempo, locuções organizam-se debaixo da vigilância do ginecólogo que se aproxima para medir a diferença entre escrita e vontade, aniquilada pela aproximação (dele), a respiração envolta num pano de quem tem aspereza phóbica, ginecólogo sobressalta-se, estremecimento provocado pela paralisia que lhe afecta o braço direito, a escrita sai-lhe deformada, a letra inexistente, rabiscos logogramas traços a carvão, escreve com o carvão por ser feito de carvão, transportado pelos mineiros que abrem túneis nos lugares designados como ele tem lugares escolhidos para o que sou, Férsina de hoje, a de ontem é um invólucro de múmia, letras correspondem aos nervos que maltrataram o ginecólogo aproximado até ao hálito de fumador me penetrar nas narinas, esponja elefantíaca assinala os cheiros os derrames cerebrais o que circula por excepção, o controlo exercido pelo que se aproxima, a corrente eléctrica não lhe sai, apanhado pela paralisia pelo afásico pelos rumores do estômago da coluna vertebral que estala conforme os saltos, nein nein, ninguém salta, ginecólogo repete o dia anterior, não existe variante, ocupa o mesmo lugar recomeça o circuito, a bicicleta conduz-me à corrente de água ao depósito ao exíguo que coincide com a memória do cordão umbilical dos pedais das esferas das rodas e outros materiais que me apontam, apontam-me a bicicleta, registos devoram-me o cérebro conforme as discussões, as phrases são uma abreviação dos sentidos, a constituição de qualquer forma que se elabora no cérebro para desintegrar-me diante dele, eficácia dos que me propõem correntes de água bicicletas e aparelhos que denotem pressões, compressões existem na cabeça no tronco nos membros, feita de associações de músculos e de obras que correspondem ao que me retiraram quando me cortaram o cordão umbilical para me garantirem que o ginecólogo seria o sustento (sic) depois das correntes que passaram a águas turvas, orifícios divulgam o defeito das articulações, a não atracção, o lascivo realiza as falhas emitidas pela phobia, as excitações no lugar do veneno cuspido, atraída pelas correntes, a indecência é método do que se seguirá, ginecólogo aniquila os textos elaborados por defeito, nenhuma garantia de elaboração sistemática depois do sono, nein nein, nenhum sono, o quarto criado pelos que me agridem, letras desfazem-se num compost, formam o carbónico das operações feitas com arames e folhas mortas embrulhadas nos papéis que contêm exercícios mentais, escapatórias, textos escondidos denunciam as pressões, as manipulações de quantos se juntam ao ginecólogo como os gangsters que atacam durante o período da sesta, fujo dos lugares onde me obstruem, membros agem por si, agitam-se sem carburante que alimente os nervos, vista nua num carvão que me traça desenvolta, braços desfazem a simetria, são suportes de quem não exprime o compost das florestas, habitantes são compost depois do sono, energia morta, abriu-se um negativo, o carvão enuncia os nervos imita o nervoso abrange os limites de cada, sou uma catástrofe no colchão, não me separo dos objectos que me abrem o cérebro, ginecólogo aponta para o que lhe ocorre no lado direito depois da paralisia lhe ter afectado a narração que lhe vem dos testículos apanhados pela imprecisão, manifestações não existem sem as correntes de água, os defeitos não se corrigem, exposta num colchão sobre terra batida, observadores identificam-me mexem-me tocam-me nos órgãos que emitem sons depois das correntes de água se misturarem com o que resta do cordão umbilical interno, nein, não tenho cordão umbilical, os restos do cordão são fósseis do ser minúsculo por terem decidido que escreveria sobre um microcosmo, a escrita adivinha-se nas correntes que marcam os discursos constrangidos, o que escrevo resulta compost, matéria engana-me, existe sem exigência, o sonoro não caracteriza os que se aproximam, a respiração acabou, deu lugar ao engavetamento, à distribuição das roupas, vestida com rendas e outros apetrechos dementes, a demência nas rendas que me corrigem os membros tratados como avarias de mecânicas que se desfazem conforme as insónias no colchão, a narração empobrecida pela cura do que se não diz pelos poros e outras armações, os membros sustidos por arames que me posicionam direita, sem arames seria uma estrutura mole sujeita aos nervos que me agitam no recinto da prova, provo que me divido, classifico o lugar pelos cheiros, a floresta classifica-me o compost, habitantes fumam bebem comem bifes de porco, os argumentos nos frigoríficos, manobras designam os aparelhos e objectos, nada de desusado no que elaboram com os nervos, agitações reservadas aos membros, o agitado vem do crise, não dos nervos que não actuam, os habitantes internados nos hospitais por demência, as distâncias calculadas em centímetros, em círculos, em abóbadas e outros desenhos geométricos que decidem dos cortes dos membros, das transmissões, das agitações circulares dos membros que se afastam do tronco para formarem obstáculo aos que me atacam, sem efeito, ginecólogo garante o veneno enquanto duram os ataques, os membros superiores inalterados, aqueles que não rastejam não tocam o chão, que me evitam as mudanças de temperatura, os membros inferiores sentem a temperatura que me gela, perco a memória momentânea, agarro-me aos segredos que me alucinam o cérebro enquanto dura a tensão atmosférica que me inclina para o terroso dos campos embora esteja dentro dos círculos de controlo, o que pressinto está de acordo com o que vejo, obedeço aos ventos que me orientam para oeste, a queda no solo, no segredo que me enviam por reflexo ocular, o rasto escondido, ginecólogo soletra letras quando em crise, o choque resolve-se na tremura, oculares registam os sobressaltos, temperaturas mudam conforme o que recuso, distância vai dos membros superiores ao púbis, centro da posição para não cair, não apoiada ao ginecólogo que se descontrola num instante igual ao da foto que lhe tiraram para haver um testemunho da tremura, câmaras acrescentam à memória, fui escolhida pela experiência depois da guerra que se instalou em Palù del Fersina, antes do crise que me deslocou para outra posição, oculares registam o crise de um período incerto tal a falta de minúcia, a atenção fora da paisagem, conheço os contornos geográficos, aproximo-me do ataque, os sintomas agravam-me o perfil, de frente apago-me, feições inúteis são evidentes de perfil, confrontam-se com o vale, assinalo o crise, o queixo que se baba diante da porta da escola, habitantes edificaram uma escola, escolheram a habitação frequentada por crianças que vieram dos refúgios, ninguém as viu antes, ninguém as vê, submetidas à educação mental, reduzidas à imitação dos adultos, obedientes na escola, negação confunde-se com abstinência, aprendem por engano as matérias não reconhecidas, saíram das camas de palha que lhes alteram os oculares até à escola, inclinadas para o nascer do sol por terem membros como os adultos embora sem o crise, crianças sentem a intenção da phala contra os militares que absorveram a escola para se instalarem, caserna presa ao crise, ginecólogo conhece o efeito do crise sobre a cabeça que se inclina para a esquerda, lábios facilitam a salivação, agitação caracteriza-se pela absorção de medicamentos, nada me assusta, crise prolonga-me o fastídio, reflecte o dentro, raios x alteram-me as feições, observadores estão de fora, estudam a contracção das feições, classificam o que me marca a face virada para eles, órgãos repetem as funções, o que escondo é maior do que o enviado, sistema ocular capta a mediocridade, natureza resiste à mudança, só a luz se altera, os ramos os troncos as folhas resistem à mudança dos que me enganam diante da igreja construída para marcar o tempo dos que decoram o campo santo, tampas de mármore gravadas, tenho o nome inscrito no mármore depois do crise, estatelada no chão com desejo di aranci di limoni que me confirmem que o oxigénio penetra por onde deve, que não me abriram interstícios, que o respiratório funciona com a absorção do oxigénio que me dirige para a escola se as células vivem se me agito antes do crise, o escondido é necessário ao crise, sintomas têm a intensidade do silêncio, ausência de rumores melhora a audição do tractor, tractorista procura a fonte pública, bebe diante dos observadores, escolares dirigem-se à igreja, crise altera os órgãos que registam o nervoso, habitantes reagem ao crise se alguém mede o tempo por cronómetro, os objectos são raros, faltam mecânicas que ameacem a gravidade, a constância dos actos nervosos que se acumulam até à explosão negativa, aproprio-me do negativo, da falta de líquidos, alterações sanguíneas declaram-se a cada obervador, acusada de concentrar-me no crise sem distinguir os fenómenos, extravagante socorro-me de elementos de fora, os de dentro não se ocupam do crise, sou absorvida pelos médicos, pelo arbitrário dos que não sentem a ineficácia, membros aproveitam as correntes de água, entro no sentido da corrente, levada pela intensidade das águas que me incham, capturada por redes, metida numa lona para transporte a quatro homens para o lugar dos ciprestes, das vibrações que não sinto, não tenho aparelhos apropriados ao arbitrário, inclinada para as correntes desde o corte do cordão umbilical, enchida de água, exangue, apreciada pela brancura anémica, sem corrente sanguínea sem temperamento, só a fuga do crise, a expectativa de quantos me observaram sem manipulações, nada que recebesse dos fantasmas, saí das correntes, observadores notam o crise, fantasmas repetem o que declaram nos comícios, palavras de ordem que o fantasma social transmite, fantasmas reproduzem o que ouviram, crise atinge os frequentadores dos comícios, alimentam-se de fauna local, caçadores mecanizam-se, a mochila às costas para resistirem às faltas, as botas acusam o peso, os lugares marcam-se no mapa, adaptam os cérebros ao que o tempo lhes ocasiona, a noção na cabeça, nos passos carregados de mochilas, no vocabulário que lhes diz o que vêem e o que sentem pelas narinas, vocabulário altera-se com a corrente que sinto desde que me cortaram o cordão umbilical, nein nein, sujeita a resvalar pela encosta até à corrente que me engana, fragilizada pela falta de vermelho na paisagem, oculares não captam o vermelho, anémica vejo fantasmas, faço parte deles, sujeito-me ao que designam, ao que pedem aos membros que deambulam pelo vale, o que oferecem aos que os registam, fantasmas deles próprios, sou fantasma Fersina, símbolo das correntes de água dos registos do cordão umbilical que sobrevive enrolado à cintura, com que me ato, ocular acusa as deficiências das máquinas, aparelhos registam as aparências, sistema da phala não existe, não pronuncio nada, existo sem adjectivos que anunciem a morte, a transformação em compost, texto repete-se idêntico desde que me cortaram o cordão umbilical, nein, teimosia, nada cortado, duas três phrases reforçam-me o crise, alterações cumprem-se durante o período denunciado pelos que me registam no crise, garganta define-se como único órgão, os outros funcionam para si próprios, não aderem aos movimentos dos braços corrompidos pela passagem de lugar a lugar pelos costumes dos lugares pelo colchão pelos objectos usados, nada corresponde ao progresso da insónia, como se trata a insónia como se inclinam os sujeitos ao crise como se defendem os acusados das artimanhas dos observadores qualificados para dirigirem o crise, dirigida para um exíguo como lebre que escapa aos caçadores, esquivo-me aos passeantes caçadores que se servem do crise para o conhecimento da falta de sanguíneo que os alimente com decência, escolho termos que me definam sem sangue nos canais, escondo-me nos refúgios de guerra, no crise assimilado à corrente de água que me desagrega, subordinada ao que visto, camuflada, vestidos ajudam à camuflagem ao segredo à ocultação das formas, carvão traça linhas nas pernas, bicicleta reduz o crise ao pedalar, elementos chamam-me, sou um agregado à volta dos fenómenos que confesso quando me desvio para zonas agitadas, deslocamentos geográficos, Arezzo casa de Petrarca poço do Boccaccio, inventário dos lugares que as correntes do cordão umbilical captam até à perda de conhecimento, os sentidos e os locais invertidos, os polos eléctricos descarregados dos carvões, letras dependem da afasia, dos choques nervosos que se cumprem por avaria, não por vontade, perdi a regulação do cérebro, esclareço-me nas correntes de água, o cérebro apoiado em estacas venezianas, lugares decidem da manutenção do cérebro, da lubrificação dos canais que empurram o sangue se o houver, isolada inicio a phobia que classifica o lugar onde assento os sapatos, calçada provoco os que me atribuem desejos, desloco-me por determinação própria, defino a autonomia, ofereço resistência, os membros inapropriados ao físico inerte, sapatos apoiam no chão de terra, a confusão dos sinais da atmosfera, a deriva, isolada confundo os lugares, a inconsciência do lugar até que o cérebro não apanhe o pensamento, velocidade engana o cérebro, confundo os neurónios, massas deformam-me diante do ginecólogo que me inflama no colchão, lugar do corte do cordão umbilical, procuro as correntes, afasto-me dos lugares que não me prometem águas e constrangimentos dos membros se fosse constituída como os habitantes, uso de juízos idênticos hoje e ontem, o futuro alargado, não vejo os motores internos, as correntes de água saem pelos órgãos de resposta, língua é objecto de acusação, se se mexe é por ter desígnios que a movem apesar dos observadores inexpressivos, sou máquina de coser, os fios enfiados nos dedos, os dedos cosidos, a dor impenetrável, dedos inoperantes quando me apontam o trabalho a fazer, ginecólogo mostra-me como se colabora com o futuro que me atribuem para melhorar a performance, o trabalho limitado às linhas de coser, à manufactura enquanto recito phrases limitadas ao costume, repito a angústia que o ginecólogo me atribui, nein nein, ginecólogo fornece-me o cérebro arranja-me os dedos interessa-me pela máquina de coser instala-me na manufactura indica-me o mental mecânico a fornecer, produção exige trabalho durante a noite, os oculares em função embora a perturbação causada pelos néons me iluminem o lugar onde me separo das que trabalham com as linhas, coso por sujeição, apanhada no colectivo, na colectividade que me atribui domínio dos fios para os bordados, coso com os materiais que me classificam, crio suspeitas ignoro a manufactura, esqueço-me do trabalho com as mãos, cérebro não responde às linhas, aos motores exteriores enquanto os internos obedecem ao ginecólogo desde quando, nunca houve quando, ginecólogo no futuro quando me cercam com datas e refeições para engordar o cérebro, os membros dão-me a estreiteza própria para as correntes de água no ouvido interno, a zona afectada pelo nervo, pela confusão dos que me planeiam com instruções, dossiers referem-se ao que produzo, medem-me a intensidade das mãos, o trabalho medido pelos peritos que me empurram para o atelier, a zona do fracasso, noção arbitrária, coser é ocultamento do que me atribuíram para levar o discurso à aplicação das linhas de coser, nada de phala para os que me empurram na manufactura, perturbada com a maquinaria exterior, o interno alinhado pelas máquinas íntimas que fabricam fumos venenos matéria intoxicante que denota confusão indecisão perturbação, rejeito o colchão que me atribuem, esqueço-me da manufactura recebo correio, correspondentes escrevem-me noções novas, participo do Musil fardado na montanha, ouço-o se ouvir for o sistema único, se os membros indicam produção mental, ginecólogo atreve-se ao colchão, bebo como condição da jornada, o fim ali mesmo, o futuro degradado pelas células, pelo pútrido do leite, pelas instruções que recebi da manufactura, realizo a exploração do carvão, dos sacos, matérias repetem-se, ataques iluminam-me as aguarelas que desfaço, a cabeça numa delas, aguarelas identificam a extensão da neve, aguarelista inscreve uma data: mil novecentos e setenta, Winterlandschaft, reconstituição dos lugares que se tatuam na esponja elefantíaca que inclui aparelhos que registam, esponja elefantíaca regista as aguarelas que contêm a cabeça separada dos membros, cortada, o corte faz parte da memória que encho a partir do colchão, dos materiais que identifico pelos cortes com as lâminas da manufactura, máquinas de coser não evitam o derrame, a derrota, escondo-me das manufactoras que cosem os dedos com linhas, chamadas à função, ocupada pelo ginecólogo não evito que me arranje a cabeça, estou fora dele, o que está fora domina-me por aparelhos que reduzem os nervos às ocupações mecânicas, observo o mental em crise que se constitui com o disponível que me arrasta para fora das cabinas, contida no exíguo de origem, dentro dum saco, a origem num saco, discuto com os que me impulsionam, me expõem o trabalho a executar com as linhas, manufactora a exportar para zonas que não conheço, o que não conheço está atrás das minhas costas, o horizonte sujeito ao ginecólogo quando me aponta o leite, bebo para afrontar o estorvo, entro nos aparelhos que tenho no interno, não acumulo o que engulo, leite é a corrupção do mutterno que dá compost na morte das manufactoras no exíguo onde me enfiam para me catalogarem o crise no lugar onde predomina a asfixia, a corrente de água sem a qual nada resulta, não ouço se me fecham numa redoma como relíquia religiosa, confundo as manufactoras à mesa do refeitório durante um ciclo, presas às zonas que as limitam, um filme projectado na parede do refeitório sobre o dirigente que lhes mostra o rentável, dirigente limita as correntes de água que correspondem ao cordão umbilical, ao colchão onde me expõem para a recuperação da força de trabalho, do compost que vem da Mutter, ligada à Mutter por trapos rendas tecidos bordados, ocupações de quem não tem cérebro adquirido ao manufacturar, os dedos cosidos pela falta de precisão, aparelhos aproveitam a inexactidão para coserem sem limites, as manufactoras impregnadas de venenos nos corredores sem saída, becos minas de carvão, sacos Duchamp transportados do texto anterior que me determina as mãos e as funções com os materiais carbónicos, traço recintos com colunas onde as ordens se transmitem por tradição acústica, ordens acusam o peso das colunas dóricas, os capitéis decorados com a história das manufactoras, ordens saem pelos megafones que fazem parte dos órgãos de igreja iluminados por néons, angústia do néon, do gás que treme, luz denuncia a debilidade do gás, a deficiência dos gases que se respiram, montanha não facilita a chegada do ar aos pulmões que se examinam nas salas de operações, nos recintos de usura dos órgãos, gargantas e pulmões reagem contra os costumes da língua ininteligível, o inteligível está na nevrose no crise no colchão onde me depositam depois de coser os tecidos, inanimada conduzida ao colchão, despem-me verificam os tendões por me terem enfiado éter depois de ocupar o geográfico que contém canais, irrigada, o geográfico irrigado, irrigada pelas correntes de água que ouço no ouvido interno, no que se inventa dentro para compensar o inútil, compensação está na falta de diálogo na Berggasse 19, denunciam-me por haver quem denuncie, relatórios escritos nas folhas quadriculadas nas pautas nos cadernos de duas linhas nos cadernos de uma linha, denunciadoras cosem, a denúncia está no coser, na falta da língua, no veneno ejaculado pelo ginecólogo contra elas, sou uma delas nos limites da representação teatral diante dos que me devoram com os oculares, me conspurcam com os dedos, atentos à ordem que lhes transmitem: exaltarem-me conforme o apalpar, reduzirem-me ao objecto que cose, dependo dos que me dirigem aos sacos de carvão, os punhos tensos, cordas atam-me, isolo-me num colchão, escolha depende da sujeição mental, do uso do interior que conserva os materiais de que me sirvo para a limpeza, sou terreno com cogumelos, recebo ordens de despejo do colchão depois da insónia orientada pelo ginecólogo que me controla a falta da corrente de água, a falta do cordão umbilical, matérias desclassificam-me, calçada sem motivo, colchão identifica o crise, a procura do restabelecimento, desobedeço, atraio os sacos de carvão, os colchões, poros cumprem o costume, orientam os glóbulos vermelhos, orientação vem do colchão da insónia da inclinação enquanto insone que se forma por ignorância, inconsciente dispara quando menos se quer, quando o crise não reflecte o mental, crise aumenta a insónia, insone observada pelo ginecólogo que me filma os contornos, o perfil enquanto finjo dormir, nunca durmo, membros assinalam a queda no abismo do nunca dormir, tractor elimina-me a cabeça quando insone, insónia por defeito dos canais que evaporam o líquido vermelho dos tendões das pernas que dizem brilhantes, primeira observação sobre os membros, nada sobre a cabeça os beiços os colchões a insónia exagerada pelo ginecólogo que phala de constituição débil, o exercício nas correntes de água faz-se de manhã, horários cumprem-se, a coleira ao pescoço, predação, ginecólogo acusa-me de desleixo de indiferença por não cozinhar o que ele quer, de ausência de articulação da língua de frieza de desleixo lúbrico de me mostrar aos outros sem que sinta o respirar do animal ferido pela indiferença com que aceito o colchão como elemento umbilical que me revolve até mudar de região, escrevo a resistência, caída nas escadas onde recolhem as que procuram o excesso de água depois de lhes terem cortado o cordão umbilical, o colchão é limite é dependência, argumentação contra a repugnância que vem dele, cheiros, natureza dos fenos misturados com a transpiração, argumentos para me afastar da figura estreita, da magreza excessiva, dos tendões acelerados pelo nervo, da mordedura do lábio inferior enquanto deita o leite sobre o vestido, a função vem à superfície, é coser que me exigem, que escreva para os gangsters que procuram a escrita regular em Siracusa, o Caravaggio exposto, as retinas iluminadas pelo quadro colam na esponja elefantíaca o Seppellimento de Santa Lucia, o meu seppellimento com a congratulação da igreja representada pelo ginecólogo cardeal que me propõe os símbolos religiosos, representante da autoridade que exerce sobre os meus restos, atraída pelo colchão, seppellita com roupas indigentes, o ginecólogo rejeitado por falta de utilidade sexual, o órgão de plástico saliente no púbis pela obrigação de controlar-me o mental, a escrita para gangsters que pedem literatura condicionada, retratos de familiares com um cão, ginecólogo obriga-me à escrita, seppellita em Siracusa, termómetro da minha recusa, da fuga, da memória apanhada no crise, no engano que produzo por deficiência do montanhoso, montanha provoca o crise, elimina as censuras, abre-me o físico aos trapos, envolvo o físico com os trapos cosidos na manufactura, manufactoras sujeitam-se aos gangsters, que cosam, as exportações aumentaram, os deficientes impõem autoridade, sem ela as manufactoras não avançam na cosedura, montanha dá-me o nome, Fersina constituída de ferro de aço, metais urbanos acumulam-se na esponja elefantíaca desfeita diante do ginecólogo, o copo de leite na mão, obrigada à saúde mental procuro as correntes de água para a obtenção do melhor resultado, atraída pelas águas, tenho barriga de água, inchaço, desequilíbrio da esponja elefantíaca no colchão, frio gela-me os tendões, os órgãos internos desaparecem na manufactura para darem lugar a objectos que me socorrem a esponja elefantíaca que renuncia ao ginecólogo, agente das obras religiosas quando se mascara de cardeal com mitra e bastão, religioso analisa o que me inculcaram, enfiaram-me o religioso nos membros no inclinar da cabeça, sou Santa Lucia seppellita por imitação, por vontade própria, que a terra me cubra, me impeça a respiração, seppellita é noção convincente, respiração nula, acusada de desleixo de descontrolo, a corrente atrai-me, atracção vem do cordão umbilical, não me atribuíram futuro, seppellita diante da assistência, gangsters pediram-me textos sobre eles, organizo as correntes eléctricas os desleixos os abandonos, sonambulismo atrai-me para as correntes de água, convulsões perturbam a vista, o ocular metido num escuro eternizado pelo ginecólogo no colchão, detido pelo íman que sou, separo-me dos gangsters que se concentram nos textos que os caracterizam, lêem a esponja elefantíaca os neurónios as convulsões as magnetizações que os atraem para a morte, correntes de água gelada aproximam-me do ginecólogo, deslocam-lhe a atenção, preocupações internas não absorvidas não transmitidas pelas feições, esgares tiques durante a visita dos que me impedem de socorrer-me das correntes, nein, escondem o cadáver, nein, não existo fora das convulsões, carácter estala os vidros da redoma, elemento religioso alimenta a esponja elefantíaca, estou num confessionário, intitulam-me Santa Lucia por semelhança com a que reproduzo num colchão, reivindico um colchão abandonado nos campos com cavalos e pastos apropriados à natureza ecológica depois de ter sido terra para culturas de beterraba, para enterrar santas como a Lucia do Caravaggio, lugar procurado pelos gangsters que me pedem escrita a favor dos enterrados junto das figuras da igreja, lutas idênticas, parceiros das intrigas que me propõem: a paralisia imediata dos membros, dos músculos da cara, o perfil de cera, encerada, a cor da letargia, o vermelho sanguíneo fora de mim, fora de qualquer habitante, fora do quadro, predação do ginecólogo atraído pelo compost que se forma junto da terra que me cobre, asfixiada, ginecólogo põe-me os dedos na testa, a cerimónia da febre que não tenho, a temperatura adequada às correntes de água, correntes ligam-me à terra, colchão rarifica-me as acções, não tenho modelo de conduta na manufactura com as linhas os fios as máquinas que se projectam para dentro, que engolem as manufactoras invadidas pelas maquinarias lúbricas que têm motor eléctrico, que se enfiam nos órgãos lubrificados pelo gozo do ginecólogo que se junta a elas na comemoração do aniversário da manufactura, negócio triunfante do ginecólogo que se serve do pénis para regular as maquinarias eléctricas que oferece às que participam das coseduras reguladoras dos êxtases, os proprietários reunidos com as manufactoras num espaço onde produzem canto coral, colectividade festeja o regozijo dos proprietários diante das manufactoras de órgãos prontos ao exercício eléctrico, aparelhos definem o libidinoso, sou admitida como elaboradora da morte, acusada de preferir o colchão, identificada pelo mijado do colchão, pelas transpirações dos que se abandonaram ao mijo que aquece as coxas das manufactoras, o resto é recapitulação dos gestos nos colchões que melhoram a memória, manchas são memórias dos operadores excitados, a esponja elefantíaca acusadora das que se aproximam, os vestidos transparentes, massas perturbam-me quando imagino as pernas esticadas que me cobrem quando me estendo com elas nos colchões, manufactoras têm colchões idênticos, as manchas memoriais revelam o mesmo mijo, a queda do líquido depois do espasmo, o mergulho no mais íntimo que cobre as coxas das que se lavam no colchão, os sexos perdem-se, perdida a parceira até que apareça outra controlada pelo ginecólogo que se descarrega da obrigação de olhar para o que vai do leite ao colchão, repugnância pelo colchão, lugar onde cumpre a obrigação onírica, onde desenvolve as pressões sobre a não disposta ao toque dos dedos à confiança ao abandono, sou objecto composto de toques e de silêncios, os estragos são causados pelo colchão, o sexo orientado pelos gangsters que me subornam, que trate dos cães das correntes dos rios da educação dos que se penduram em mim, ginecólogo abandona-me à força da natureza que se revela nas correntes de água, nas florestas que percorro para tratar do crise, corrompe-me os órgãos que detesta, a corrupção vem dos horizontes, das paisagens que os gangsters engrandecem (sic) com as mãos de borracha, distracção eficiente dos que se cobrem de metralhadoras que oferecem às manufactoras como compensação da lubrificação dos órgãos de que se separam com a condição de os substituírem por outros mais eficazes, a eficácia conta, a escrita espremida até dar correntes de água piscinas tanques de lavar roupa, acabaram as máquinas de lavar roupa, ginecólogo actua com as mãos como dá a mão à que lhe suporta os órgãos antes do derrame para o colchão, pastas cerebrais emitem a expulsão dos líquidos, incontinências ilustram o quotidiano da que lhe injecta o lúbrico, o engenho eficaz quando me olha sem tocar nos fios e linhas de coser, dedica-se à bulimia transtornada pelo hipnótico, rejeita-me, rejeito o leite, o copo contra a porta, a estimulação do crise quando me cobre os ombros com um plaid de manufactora zolaniana, humidade invade o colchão, ginecólogo averigua a falta de móveis, observa os locais reservados ao líquido que escorre para o colchão, mancha depende do hipnótico, do crise, pescoço comprido evita o engolir, tamanho do canal afasta a salivação o engolimento, a saliva reservada para a que lhe toca com os dedos sem linhas que cosam as mãos, nein nein, revelo o que nego ao ginecólogo, catalepsia ordenada pelo que me toca na nuca, crise desenvolve-se entre excitações aumentadas pelas agulhas das máquinas que penetram em qualquer lugar onde esteja uma manufactora, agulhas pertencem à hipnose que lhe favorece o líquido lubrificante, ginecólogo chama-me pelo nome quando estendida no colchão, coberta por terra que me sufoca, terra entope os canais respiratórios, comer terra faz parte da recusa do ginecólogo, crise excita os músculos, acabou a táctica do sono, envolvida pela terra, canalizam-me a respiração por tubos de plástico, as matérias invadem-me, socorro-me da repetição que me leva ao arame farpado, aos limites do cérebro, à esponja elefantíaca, tenho miolos, braços de cruxificada, abatida pelo cano da espingarda, balas em profusão, desperdício, embrulhada num lençol, o cu de mármore, feita a partir do mármore que me substitui a memória encravada na esponja elefantíaca que se desfaz por falta de irrigação, falta de corrente de água que me guie o íntimo, a intimidade está na esponja elefantíaca que se desloca com os membros inferiores, esponja elefantíaca desfaz-se na cabeça, alvo de tiros de espingarda, esponja embrulhada em lençóis até encontrar a forma de cogumelos, de ventosas, objectos caracterizam-me eficaz, a eficácia do crise elimina-me os instrumentos do sono, utensílios saem do comum, colchão é a base do mental que me enche de matérias fabricadas sem ligação à terra, abandono-me no colchão à forma que crio sem crise, acabou o crise, resisto ao que me dá incoerência, retratada nos metais nos vidros nos objectos que não dormem, sou objecto sem sono, esquivo-me ao laborioso, visto farrapos que coso à máquina a transportar para onde me desloque, colecciono objectos de cartão, farrapos, esfarrapada, memória desloca-se pelos canais, estruturas obedecem aos materiais, ao mármore se na horizontal, colocado o mármore com um nome inscrito, a garganta asfixiada, materiais engordam-me, engordada à força de alimentação artificial, produto dos supermercados onde entro para satisfazer o lúbrico nas toilettes Damen com os funcionários fardados, animais de uniforme penduram-me num gancho, prova de leveza sem crise no supermercado onde me expõem para venda, mostrada aos observadores, lugar contém observadores que gozam com a falta de vestidos, manufactoras mostram a nudez, os mamos gordos contêm o leite que o ginecólogo me força a beber dos mamos que levantam a erecção dos que se testiculam de língua de fora, prontos à higiene da erecção, correspondência entre a língua e a erecção dos animais diante do estrado, cadeiras cobertas por oleados para evitar as manchas, homens descarregam-se, espectáculo de circo, instrutores animais fazem parte do fantasma colectivo, prestam serviços no circo nas feiras nos recintos de ginástica, são animais de funcionamento gratuito, desajustam as bexigas testiculares, incontinentes mancham as fardas, disputam-se os papéis, utilizam as armas pessoais, têm mochilas com material de campismo de quem se desloca sem orientação, suspendem-se em fios cosidos pelas manufactoras, mecânicas substituem os materiais avariados, nein, volto ao manual, o eléctrico falsifica-me os membros superiores, os inferiores na marcha inadequada ao batimento do coração, nenhum outro nome para o órgão que bate sem regularidade, suspensa por um fio de nylon, esponja elefantíaca aumenta até formar tumor, os olhos inchados, esponja deteriora-se, impede-me de actuar no circo, não sufoco com a terra, sou de barro, nein, de carvão, colchão provoca o crise, estou sujeita à multiplicação de glandes e de ventosas que a esponja elefantíaca instala nas costas, situações incoerentes inconscientes, balas perfuram-me, nein, irritada com o ginecólogo, glandes suportam-me, glandes metálicas glandes rolamentos, deslizo nelas até à corrente de água, leite entra pelos canais, está nos mamos mármores, o físico disposto ao colchão, não me retirem o colchão, nein, as ventosas nas costas, materiais não o substituem, colchão forma o carácter, não assimilo o ginecólogo, presa ao colchão a que deito fogo para acabar com o crise, lugar do crise deu-me o nome de Fersina criada no colchão, os lugares da higiene fora da vista, dos toques com os dedos cosidos pelas linhas, enfiada numa redoma, nos lugares que contêm animais que percorrem os supermercados à procura das voluptuosas, glandes ventosam-me as costas, ventosas criam apetites, nein, o sono acabou a fome idem, ter fome é símbolo lascivo, deitam-me no colchão para receber as glandes inchadas dos animais que ocupam o supermercado para a iniciativa do abuso, animais multiplicam-se diante dos mamos, engrandecidos pelas erecções pronunciam a irritação, as meias como único vestuário, falsificam a erecção com gessos com mármores com plásticos, compenetram-se nos materiais: pénis cornetas de plástico apitos assobios glandes de mármore de bronze, instrutores animais dissolvem-se, nein, manufactoras tratam dos instrutores animais em acção circense, de meias único vestuário, assistidos pelos treinadores que levam aos jogos olímpicos os que perseveram nos treinos, de pé em fila, os órgãos sem erecção, o mole não se ensaliva não se encera, as glandes abandonadas, corrimentos acabaram, espécies entraram nos supermercados por haver saldos de apetrechos de cozinha de máquinas de coser que dedicam às que lhes levantam as glandes com peripécias, nein, observações inúteis sobre as erecções dos agentes bombeiros militares graduados padres por haver igrejas e catequeses que os levam aos bares ao supermercado às toilettes Damen onde se encontram com as glandes apertadas entre dois dedos para os contactos com as que ignoram as cornetas de plástico que substituem os pénis, nus aproveitam o lugar para o evidente, a ética faz deles artistas de circo, as glandes plastificam-se, petrificados no supermercado, agentes sem espermal, sem outros líquidos fora o mijo que mancha as cadeiras e os colchões, incontinentes declaram o gozo da incontinência, anúncio néon carimbado nas glandes, neles, atletas com ventosas, instrutores preparados para a manutenção e abatimento, abatidos uns pelos outros, jogo de cedências, de síncopes, de meias nos pés, distinção voluntária das glandes que rejeitam o líquido com contentamento dos incontinentes nas reservas humanas que constituem, reservas a enfiar nos frigoríficos apesar de abandonados pelos que os classificam de artistas de circo sem crise por não terem esponja elefantíaca, o futuro agarrou-os, estão no supermercado, glandes são símbolos como as ventosas nas (minhas) costas, art is garanty of sanity, documentos da sanidade estão nos arquivos nos museus, urbano conserva documentos, cria museus dos crises e das glandes moles, dos orifícios enchidos com líquidos de performance, a performance executada diante de câmaras, glandes documentadas nas gavetas nas prateleiras dos arquivos, classificadas como glandes moles e outros artifícios, pertencem ao futuro, enfiam-me numa gaiola por troçar das glandes que exibem de meias nos pés, ginastas aproveitam as toilettes Damen, lavam-se nas torneiras, dizem-me o que são, como entraram no supermercado para a mancha de líquido, a combustão interna, represento o que eles querem, colocam-me no colchão observo a incontinência, absortos pela vertente dos líquidos, o molhado perturba-lhes os cérebros, apropriam-se do animalesco, as glandes marmorizam-se plastificam-se, de moles passam a esculturas, sou uma ocorrência nula, nada que me substitua a ambiguidade do ocular dissimétrico, duas imagens das glandes moles, do mole, do circo, imagens rejeitam a convergência na esponja elefantíaca, torturam o consciente, os instrutores nus são duplas imagens, multiplicidade do gozo, da risada (sic) que me produz saliva e outros ingredientes, líquidos internos estão em saldo, secreções vêm das glandes em saldo dos instrutores nus, glandes não produzem mais actividade performática, o que segrego reflecte-se nas glandes, o que produzo vem da exaustão do crise, o símbolo masculino deformado, pénis são cornetas de plástico, a produção sonora numa gravação datada, sons não correspondem ao dissimétrico dos olhos, dissimetria causa desmaio, forma duplas glandes nos instrutores, resíduos com cornetas pénis de plástico, instrutores soam, actualidade perfura-me os ouvidos, duplas glandes pedem acções suplementares, a esponja elefantíaca esquiva-me a nitidez, vejo entre neblinas, não conheço os incontinentes, colchão determina o raio de acção, a zona de experiências, de sabotagem já que me pedem cortes com lâminas, acidentes com as mãos, coseduras dos lábios vaginais, tudo o que provoca aniquilações desleixos distracções no circo, lugar de concentração, instrutores exercitam-se, animais têm actividades com os pénis cornetas nos circos nos ginásios, as glandes manifestam-se como físicos engelhados, participo da limpeza que se exige deles no supermercado, reduzidos aos oculares desfocados, assimétricos, anúncios néons verdes desfocados pelos oculares que me favorecem a inadaptação aos lugares, a respiração não eliminada pela terra que me engloba, participo do lugar, terra não me sufoca, as ventosas coladas nas costas, ventosas operam, gelatinas vendem-se no supermercado, os instrutores perturbam-se com as próprias gelatinas, produzem performances nulas, os oculares desfocados absorvem os objectos para as esponjas elefantíacas, dentro um poço, o dentro impõe os instrutores à reserva limitada por arames farpados electrificados, instrutores exibem-se no supermercado, lugar de ocupação da esponja elefantíaca que armazena cogumelos ventosas bombas de bicicleta balões cordões umbilicais que os despertam para a falência animal, deturpam os sinais que os envolvem, dão-se sinais, bicam-me a esponja elefantíaca, ventosas influenciam a respiração se os pulmões funcionam, se me não enganam, atraída pelos instrutores, pelos objectos cortantes que me qualificam como mecânica dos lugares ocupados pelos instrutores, o interno manifesta uma papa engrolada, estou num lugar propício à ascensão da montanha, fora dos instrutores, encontro as que sobrevivem, caçadores são compostos de esponja elefantíaca que regista a desfocagem, de glandes que denunciam a dissimetria, acusam-me de registar o que não coincide com a realidade, intrusões deformam o carácter, o comportamento que os conduz às toilettes Damen, às cozinhas onde os nervos cerebrais actuam, cozinhas e toilettes Damen fixam os instrutores que agravam o carácter, pertencem ao mesmo compost, irritam-se com o que comem, os condutos avariados com tanta assimilação, incontinentes engrainham, colocam máscaras de pano e gesso, a única anatomia conhecida é a das máscaras, o resto pertence ao compost, às máscaras que usam para esconderem a identificação, ginecólogo exige que produza para os instrutores, ao serviço dos que se escondem com máscaras de gesso e panos, papéis enfiados na cavidade lampreia, abertura bocal pertence ao conhecimento, abandono os pénis cornetas de plástico, as máscaras dos instrutores, ciclos repetidos, manufactoras têm argolas nos sexos, emblemas de subjugação, de decoração dos lugares amortecidos pelos excessos dos instrutores que as perseguem rodeiam envolvem com as asas, instrutores voam durante as campanhas militares quando alimentam os órgãos maníacos por serem gulosos introvertidos, órgãos introvertem-se, acumulam a fabricação de secreções nervosas que os mergulham na obscuridade dos sentidos, presos aos aparelhos que os fazem voar, dizem que voam quando caem das pranchas das piscinas, medíocres intitulam-se pássaros dizem-se piedosos atraem os pregos e as argolas, prendem os testículos nas argolas, duplos órgãos nas argolas do supermercado que os incita a camuflarem-se com as máscaras, realizam esculturas com os testículos, com os bens naturais que os cercam os definem lhes clarificam a voz quando rapados cortados facetados, testículos de bronze pesam entre as pernas dos instrutores, esculturas de bronze surgem diante delas com a naturalidade do relâmpago, provocam-lhes avidez pelos aparelhos das manufactoras predispostas, testículos de bronze balançam desde a infância até à morgue, como se orienta o circuito sanguíneo até aos testículos, aparelhos de fixação da memória, cortem-lhes os testículos e nada lhes restará a não ser a máscara sansão, a ruminação diante das manufactoras que possuem, nein nein, ilusão da posse diante das linhas e das máquinas que não alteram os dedos das manufactoras, as esculturas testiculares de bronze dependem da ilusão de óptica dos que garantem ter órgãos de reprodução bovina que formam patamares que representam as idades que os testículos atravessaram, instrutores de patamares arrastados até ao supermercado, lugar de exibição como os campos desportivos, actividades repetem-se conforme os bronzes os patamares as cabeças as máscaras que emitem sinais, massas labirínticas acumulam rugosidades e defeitos, ingredientes fabricam mais ácidos, investem no colectivo, dão sinais, tocam-se na grandeza dos bronzes, atacam quem se aproxime, deformam-se até aparecerem com formas que não lhes pertencem, duplos tripos mamos, inchaços ventosais gorduras bócias energia canalizada pelos oculares que se enchem nos campos desportivos nos ginásios nas piscinas onde exibem os músculos, outra parte anatómica conhecida, músculos exibem-se, desenvolvidos para a exibição dos bronzes, garantia de sanidade, de obtenção dos melhores resultados nos lugares onde exercem, instrutores educam-se para o contacto com as manufactoras depois das noites perturbadas quando as vêem deprimidas junto das correntes, ginecólogo castiga-me com as refeições repetidas, nein, refeições não existem, perdeu a noção das horas, conhece a corrupção dos órgãos que se dilatam com as colheradas enfiadas à força pelo órgão bocal, entrada lampreia é a definição adequada, os outros órgãos e canais são do conhecimento superficial deformado pelos oculares dissimétricos, a inconsistência das imagens que se sobrepõem irregulares, o sangue veiculado para os recipientes como a piscina os frascos, ventosas causam-me hemorragias, recinto tinge-se com o que não vejo, uma mistura de vegetais e de ferros de bronzes de dupla glande, aparelhos ocupam o interno dos instrutores que exibem no supermercado os bronzes testiculares, as redes e arames farpados são os limites onde os fecham para a visita às toilettes Damen, a receita está nas mãos dos escultores que decidem da estrutura física, dos exíguos onde instalam os instrutores, das dissimetrias que envolvem as manufactoras em segredos e tentações com os que as seduzem (sic) nos compartimentos deformados, falta de tintas, de limpeza dos locais, fechaduras velhas prateleiras vidros partidos caixas que pedem cartas e postais, caixas contêm a memória dos instrutores, naftalina ataca os pulmões dos esquecidos que retiram as máscaras, apanhados pelas manufactoras que os despejam nos recipientes para banho, higiene atravessa as manufactoras que saem da função para melhor os prenderem à lavagem nas bacias, falta de banheiras, caixas e latas de bolachas decoram o lugar, higiene fixa-se nelas como as linhas, lavam os que vão morrer, lavagem prevê a morgue, lavagem necrotéria da esponja elefantíaca, dos que se enfiam nos campos de treino, treinados para os apertos da escultura de bronze, testículos reservam-lhes surpresas, insuficientes assinalam ao domínio público as deficiências da esponja elefantíaca, o que fabricam tem defeitos, latas em vez de bronze, o bronze vem do trabalho das manufactoras presas às esculturas de bronze testicular, estou sujeita às ventosas nas costas, sujeita a visões, nein, ginecólogo entra na esponja elefantíaca pelo ocular dissimétrico, desfocagem capta os órgãos de bronze que se entalam nas maquinarias, a mecânica da manufactura idêntica à mecânica dos testículos, mesma siderurgia, maquinaria adaptada ao líquido espermoso que engravida quem lhes modifique a esponja elefantíaca dividida em partes até à reprodução de ventosas de cápsulas de latas que envolvem os instrutores, alguém os conduz ao desânimo sobre colchões sem suportes, instrutores propõem-se como correctores, substituem o ginecólogo e o leite antes do trabalho produtivo, obrigada à escrita que satisfaça os que me controlam, gangsters pedem literatura que os distraia, ventosas aumentam a extensão das costas, aumento de tamanho, estou nas toilettes Damen, frequentadores querem que me dispa, nein, frio invade o lugar, deformo-me, saboto os incontinentes que procuram comida por terem gasto as reservas, a saúde privada e a pública estão na mão dos governantes que se mascaram, mascarados atropelam-se, oculares dissimétricos deformam-me, recebem-me torcida na esponja elefantíaca, as ventosas nas costas, instrutores ouviram o regime terapêutico que os médicos dedicaram aos enfermos que abundam nas cerimónias de entrega de prémios aos mais valorosos, verificam se tenho doenças contagiosas, as ventosas colocadas para tratamento pessoal, não colectivo, nada de colectivo, ventosas tratam do individual, melhoram a esponja elefantíaca que fabrica enzimas e eczemas, desfocagens mentais causadas pelos oculares defeituosos, os órgãos internos organizam-se deslocam-se perdem a coordenação, assinalam-me a modificação dos aparelhos, a paralisia facial, os lábios torcidos, os oculares assimétricos causam-me tonturas e culpabilidades, vejo-os tortos, o defeito é meu, aniquilada, tiraram-me fotos para a memória dos outros, a minha entalada na esponja elefantíaca que se desprende da cabeça para sair pelos poros, formas perdidas do que foi o passado, derreto as formas com a temperatura, siderurgia interna fabrica metais a altas temperaturas, aventais de couro protegem os órgãos até ao fim, a memória desfalcada, ginecólogo planeia